Suze DeMarchi - Telelove [1999] 

 



Cantora australiana que despontou no cenário musical em 1989, como vocalista da também australiana, banda Baby Animals; Suze DeMarchi liderou o grupo que persistiu até seu afastamento em 1994 para se casar e relançar-se em carreira solo cinco anos depois. Ela iniciou a vida artística em 1980, aos 17 anos, tocando em bandas da sua terra natal, até mudar-se para Londres em 1985 e assinar com EMI para lançar-se como cantora POP.


Ela é a mulher ou ex-mulher do “mestre”, não sei mais ao certo – estou por fora das fofocas do “mundo de caras” – mas o que importa é que, pelo menos, ela é a mãe dos dois filhos do Nuno Bettencourt e é uma cantora que manda bem pra caramba. Nota: A música Suzi (Wants Her All Day What) do Extreme II - Pornograffitti nada tem a ver com o romance do casalzinho; eles se conheceram e se casaram bem depois disso.

Confesso que não me lembrava dela das décadas de 80/90 e muito menos da banda Baby Animals até saber que era (até a segunda ordem) casada com ele, porém, quando ouvi suas músicas na trilha sonora de “Smart People”, logo me interessei em procurar seus trabalhos, seja solo ou com a sua banda, que após um longo recesso, voltou a fazer shows em 2007.



Com o álbum Telelove, lançado em Março de 1999, ela emplacou três “singles” na Austrália; as canções “Satellite”, “Karma” e “Open Windows”, vindo a ser indicada ao prêmio ARIA em 1999, como Melhor Artista Feminina e ainda, no ano 2000, seu nome foi cogitado para assumir o lugar de Michael Hutchence como vocalista do INXS, um bom tempo após a morte deste, por suicídio, em 1997. Não rolou!


O cd solo da “madame Bettencourt” foi produzido pelo maridão e ainda tem a participação dele na composição de algumas canções, mixagem das músicas e gravações como guitarrista e backing vocal. Muito bem arranjado e com ótimas melodias, o álbum de Rock Contemporâneo, bem australiano, conta com um excelente vocal feminino de Rock N’ Roll e um repertório com boas letras românticas. É muito agradável! Ótimo disco pra pegar a estrada e relaxar ao som de uma voz limpa, não tão comum, bonita e muito afinada. Ou como diria meu amigo sueco: “música pra amar a noite toda!”


Esse cd é uma boa pedida! Vale conhecer.


Suze DeMarchi – Vocais e Guitarra
Nuno Bettencourt - Guitarra (Acústica), Guitarra, Melltron, Baixo, Backing Vocais
Frank Celenza, Dave Descenzo, Tony Italia, Mike Levesque - Bateria
Dave Leslie (Rankin) – Guitarra e Backing Vocais
Bill O'Meara e John DeChristopher – Cordas e Pratos
Eddie Parise – Baixo e Backing Vocais
Anthony J Resta - Programação e Sintetizadores
Jake Shapiro - Cello
Oksana Solovieva – Violino
Jose Barros – Órgão Hammond

Faixas:

01 - Karma
02 - Satellite
03 - Open Window
04 - Mainline
05 - Telelove
06 - Psychic
07 - Down
08 - Colour of Love
09 - Fresh
10 - Trapped in Amber
11 – Submarine


59.50 MB



LYN



Supertramp - Crime of the Century [1974]


Não ter Supertramp postado no Combe era uma falta enorme da nossa parte, porém, antes tarde do que nunca! Sendo assim, vamos a eles...

Banda inglesa da década de 70, o Supertramp foi originalmente fundado por Rick Davies (vocal, piano e bateria) e patrocinado pelo milionário Stanley Miesegaes no meado de 1969. Após ter colocado anúncio no jornal à procura de músicos para compor uma banda, Rick juntou-se a Roger Hodgson (vocal, guitarra e teclados), Richard Palmer (guitarra, balalaika e vocais) e Robert Millar (percussão e harmônica) e daí surgiu a “Super-vagabundos”! Porém, inicialmente, o grupo chamava-se “Daddy” – Papai – (ridículo... melhor Supertramp mesmo!).

Rock Progressivo, no estilo Pink Floyd, o Super é aquele tipo de banda que compõe músicas de 16 minutos que nos fazem transcender! O primeiro álbum foi lançado em 1970 pela A&M e como acontece com quase todas as bandas em início de carreira, foi um fracasso de vendas! Por esta razão, Rick Palmer debandou e Robert Millar, após um ataque de “piti”, também caiu fora e em seus lugares entraram Frank Farrell (baixo), Kevin Currie (bateria) e Dave Winthrop (flauta e saxofone), entretanto, o segundo álbum também foi um fracasso e com isso o milionário patrocinador também pulou da canoa que parecia estar furada.

Mais uma vez, músicos foram trocados e em 1972 Dougie Thomson (baixo), o imigrante americano ilegal Bob C. Benberg (bateria) e John Helliwell (saxofone, sopros em geral e vocais) vieram compor a trupe e dois anos mais tarde lançaram outro álbum. Coitados! Coitados nada... essa nova formação veio a ser a marca registrada da banda devido aos vocais harmônicos de Rick e Roger e os solos de saxofone. Todavia, o sucesso só veio mesmo com o lançamento desse terceiro álbum - Crime of the Century - em outubro de 1974. Certamente é um dos mais famosos dentre os mais de vinte discos que compõem a discografia da banda, pois este traz o hit “Dreamer”, um dos mais tocados até hoje. Você pode até não conhecer o Supertramp, mas...

“…Dreamer, you know you are a dreamer
Well can you put your hands in your head, oh no!
I said dreamer, you're nothing but a dreamer
Well can you put your hands in your head, oh no…”

...certamente um dia você já ouviu isso… Como eu matei aula pra ouvir essa música na Maldita Fluminense FM 94.9!? (rádio rock carioca extinta em 30 de setembro de 1994... tristeza!). Ela é o "hino" do Supertramp.

Apesar dos dois primeiros álbuns – Supertramp de 1970 e Indelibly Stamped de 1971 – serem ótimos, Crime of the Century é considerado uma obra de arte e representa a descoberta de um estilo próprio; o início de uma sonoridade característica do grupo. Por ter um “tracklist” curto, não apenas “Dreamer” merece destaque, mas todas as oito faixas, principalmente “School” que traz um solo de gaita perfeito como introdução e “Hide In Your Shell” que tem uma letra que é uma tremenda viagem! Mesmo entre outros excelentes álbuns e coletâneas editadas, este, em minha opinião, é o melhor deles em todos os sentidos; arranjos, melodias e letras.

Senhoras e senhores tomem seus assentos, apertem seus cintos e preparem-se para serem transportados a uma dimensão que só o Rock Progressivo é capaz de nos remeter. A viagem vai começar!

Clássico e imperdível!

Bob C Benberg - bateria, percussão
Roger Hodgson - vocal, guitarra, pianos
John Anthony Helliwell - saxofones, clarinetes, vocais
Dougie Thomson - baixo
Richard Davies - vocais, teclados, harmonica

Todas as letras foram compostas por R. Davies e R. Hodgson.

01 – School
02 – Bloody Well Right
03 – Hide In Your Shell
04 – Asylum
05 – Dreamer
06 – Rudy
07 – If Everyone Was Listening
08 – Crime Of The Century

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40.13 MB

LYN



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