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Eric Singer Project - Lost & Spaced (Reissue) [1999]


Pode-se considerar o Eric Singer Project como o primeiro projeto em que o baterista Eric Singer tocou sem ser apenas um músico contratado após sua saída do Kiss. Já com um currículo de respeito, constando trabalhos com Black Sabbath, Lita Ford, Badlands e os já citados mascarados de Nova Iorque, eis que Singer elaborou o grupo com o intuito de tocar apenas covers, misturando diversão com trabalho.

Lançado em outubro de 1998, "Lost & Spaced" conta com o talento de Singer e de alguns amigos que participaram da gravação, como John Corabi (Mötley Crüe, Ratt, Union, The Scream), Bruce Kulick (Kiss, Union, Blackjack, KKB) e Karl Cochran (Joe Lynn Turner), além da notável participação de Ace Frehley em "Foxy Lady", de Jimi Hendrix, e da produção de Curt Cuomo, conhecido por produzir e compor para vários artistas como Lita Ford, Kiss, Union, Fiona e Eddie Money.

A versão dessa postagem não é a original, de 1998, lançada sem as duas últimas canções da versão aqui presente, e sim o play relançado um ano depois, já com "Twenty Flight Rock" (Eddie Cochran) e "Won't Get Fooled Again" (The Who).

Pelos músicos responsáveis pela empreitada, já se tem noção da qualidade. A tracklist só confirma tudo isso, pois os covers englobam nomes de influência incontestável que vão desde os primórdios como Johnny Winter e Eddie Cochran até bandas de Hard Rock basicamente setentistas como Deep Purple, Humble Pie, Kiss e The Sweet.

Difícil destacar algo por aqui, mas a versão de "Won't Get Fooled Again" está simplesmente fantástica, assim como "Teenage Nervous Breakdown" (Nazareth), "S.O.S. (Too Bad)" (Aerosmith) e, enfim, como todo o resto do álbum. Vale o download!

NOTA: John Corabi, presente nesse disco, estará pela primeira vez no Brasil nos dias 26 e 27 de março. Para saber mais, clique AQUI!

01. Teenage Nervous Breakdown (Nazareth cover)
02. Four Day Creep (Humble Pie cover)
03. Free Ride (Edgar Winter Group cover)
04. Still Alive And Well (Johnny Winter cover)
05. Never Before (Deep Purple cover)
06. Goin' Blind (Kiss cover)
07. Set Me Free (The Sweet cover)
08. Changes (Jimi Hendrix cover)
09. S.O.S. (Too Bad) (Aerosmith cover)
10. Foxy Lady (Jimi Hendrix cover)
11. Twenty Flight Rock (Eddie Cochran cover)
12. Won't Get Fooled Again (The Who cover)

Eric Singer:
  • Vocal em 1, 2, 7 e 11
  • Bateria em todas as faixas
  • Backing vocals em todas as faixas

John Corabi:
  • Vocal em 2, 3, 5, 9, 10, e 12
  • Guitarra base em todas as faixas
  • Baixo em 2, 3, 5, 7, 9 e 10

Bruce Kulick:
  • Guitarra solo em 1, 2, 3, 4, 6, 7, 8, 9 e 12
  • Baixo em 4, 6, 8, 11 e 12
  • Guitarra base adicional

Karl Cochran:
  • Guitarra solo em 2, 3, 4, 5, 7 e 11
  • Vocal em 2, 4, 6 e 8
  • Baixo em 1
  • Guitarra base adicional

Músicos adicionais:
  • Roberta Freeman - backing vocals em 1, 3, 5 e 8
  • Ace Frehley - guitarra solo em 10
  • Nicky Lemmons - teclados em 5
  • Curt Cuomo - percussão em 3

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(42,3mb ~ 128kbps)

by Silver

Angora - Demos [1988]


O Angora foi a primeira banda de John Corabi a ter uma certa repercussão e a registrar algum material. As demos dessa postagem foram gravadas em meados de 1988 e mostram o poder de fogo da banda formada por John Corabi (voz), Jimmy Marchiano (guitarra), Frank Scimeca (baixo) e Robert Iezzi (bateria).

Vindos da Filadélfia, a banda estava ganhando reconhecimento local e se mudaram para Los Angeles, onde estiveram sob os olhos de Gene Simmons, que queria mudar o nome da banda para 8-Ball, sem sucesso. Com essa tape, procuravam contrato com uma grande gravadora.

A qualidade das demos não são muito boas, como era de se esperar: "Making Love" está com uma boa qualidade sonora, já as outras estão com a típica qualidade de "demonstração". Ironicamente, o single da época, "Shake, Shake" - que chegou a figurar em algumas rádios de Los Angeles especializadas em Rock - também não está com boa qualidade. Mas há de se considerar que não é nada que desmereça a qualidade das canções nem diminua o valor histórico desse grande petardo.



Encontram-se aqui seis faixas do mais característico Hard Rock oitentista, com forte pegada nas guitarras, cozinha pesada e a grandiosa voz de Corabi, que deixa qualquer banda com uma sonoridade bem diferente do esperado. Além do Hard Rock, nota-se forte influência do Blues, sejam pelos riffs, pela pegada da bateria ou até pelo uso de gaita em alguns momentos.

Infelizmente o projeto não foi levado à frente por conta de problemas com drogas e isso fez com que John Corabi entrasse para o The Scream, que já contava com Bruce Bouillet (guitarra) e John Alderete (baixo), veteranos do Racer X. O futuro de Corabi todos já sabem: Mötley Crüe, Union, Ratt, Eric Singer Project e por aí vai. Já Jimmy Marchiano passou a integrar bandas como LeCompt, Heavens Edge e Black Eyed Susann. Scimeca e Iezzi formaram o The Graveyard Train, mas sem muita repercussão.

A já citada "Making Love", na minha opinão, entra para o time dos destaques juntamente da energética "Hey Operator" e da belíssima balada "Are You Waiting". Mas os 22 minutos de play são excelentes, valem a conferida!

01. Hey Operator
02. Shake, Shake
03. Are You Waiting
04. Making Love
05. Jailbait
06. Weekend Love Affair

John Corabi - vocal, gaita, guitarras adicionais
Jimmy Marchiano - guitarra
Frank Scimeca - baixo
Robert Iezzi - bateria

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(30,2mb ~ 192kbps)

by Silver

Mötley Crüe - Live In Pasadena, CA (With Billy Idol) [1995]


AVISO: ESSA POSTAGEM É DESTINADA AOS FÃS DAS DUAS BANDAS, POIS É UM ARTIGO RARÍSSIMO DE COLECIONADOR, LOGO, A QUALIDADE DE SOM NÃO ESTÁ PERFEITA!

Dado o aviso para os mais tapados que provavelmente iriam (ou irão) xingar nos comentários por essa não ser uma gravação top de mesa de som e com mixagem de Jesus Cristo, eis que inicio esse texto com louvor, pois essa bootleg, como já dito acima, é raríssima. Esse registro é o último show da turnê Anywhere There's Electricity Tour, em divulgação ao álbum auto-intitulado do Mötley Crüe. Logo, esse é o último show da banda com John Corabi como integrante.

O concerto se deu no dia 30 de janeiro de 1995 no Shelter Club da cidade californiana de Pasadena e a ocasião do show é, no mínimo, peculiar: a banda queria arrecadar fundos para ajudar um roadie do grupo que havia atropelado o próprio filho. Para isso, a banda não tocou sozinha, convidando amigos do mundo da música para participarem do evento.

Após algumas bandas de abertura não identificadas por mim (até porque não constam no arquivo), Billy Idol se apresenta com o inseparável Steve Stevens na guitarra e os ex-gunners Duff McKagan e Matt Sorum no baixo e na bateria, respectivamente, e apresentam três covers, finalizando com o clássico de Idol, "Rebel Yell". Boa performance, mesmo considerando o fato de quem vos escreve não gostar muito da voz do sr. Idol.

Em seguida, o Mötley Crüe embarca em um repertório também curto porém repleto de clássicos, tendo apenas "Hammered" para representar a nova fase da banda. Vale destacar a versão de "Home Sweet Home", executada sem piano e, diferentemente do resto dessa turnê, sem violões (durante a turnê, a música era tocada de forma acústica, juntamente de "Don't Go Away Mad" e "Loveshine"). Dannyboy, vocalista do House Of Pain, participa de "Live Wire" com backing vocals.

Sobre a performance dos "bad boys de Los Angeles", era de se esperar que fosse um show arregaçador, avassalador e apoteótico, ainda mais com a presença de sr. Corabi, que notavelmente deu nova vida à banda. Infelizmente não tivemos um sucessor digno para o álbum auto-intitulado (já que "Generation Swine" é um lixo) e, principalmente, com a presença efetiva de John Corabi.

O som não está bom, mas também não está ruim. Pode-se ouvir perfeitamente com uma aumentada no volume, com um bom par de headphones ou com caixas de som bacanas. No mais, pérola aprovada pelo selo "Combe do Iommi ®" de qualidade!

Postagem dedicada ao Maurício Knevitz, fã número 1 de Billy Idol e de Punk Rock.

01. Billy Idol - Paranoid (Black Sabbath)
02. Billy Idol - Communication Breakdown (Led Zeppelin)
03. Billy Idol - Shakin' All Over (Johnny Kidd & the Pirates)
04. Billy Idol - Rebel Yell
05. Mötley Crüe - Intro
06. Mötley Crüe - Shout At The Devil
07. Mötley Crüe - Hammered
08. Mötley Crüe - Live Wire
09. Mötley Crüe - Home Sweet Home
10. Mötley Crüe - Primal Scream

Da faixa 1 à faixa 4:
Billy Idol - vocal
Steve Stevens - guitarra
Duff McKagan - baixo
Matt Sorum - bateria

Da faixa 6 à faixa 10:
John Corabi - vocal, guitarra
Mick Mars - guitarra, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, backing vocals

Exclusivamente na faixa 8:
Dannyboy - backing vocals

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(65mb ~ 192kbps)

by Silver (@silvercm)

Twenty 4 Seven - Destination Everywhere [2002]


Twenty 4 Seven é um projeto encabeçado por três grandes nomes do Hard Rock, de um curriculum invejável: o vocalista e guitarrista John Corabi (Angora, The Scream, Mötley Crüe, Union, ESP), o guitarrista Rob Marcello (Danger Danger, Ron Keel's Ironhorse, Obsession, Marcello/Vestry) e o baterista Bobby Blotzer (Ratt, Saints of the Underground), que também assumiu o baixo por aqui.

O lançamento oficial da união desse conjunto se deu em 2002 através desse disco. "Destination Everywhere" é um álbum apaixonante, harmonioso e forte do começo ao fim, desde as composições bem feitas (o toque do sr. Corabi muda tudo), tanto da parte lírica quanto instrumental até pela execução e produção, passando pelos vocais rasgados e dinâmicos de John Corabi, pelas guitarras criativas e poderosas de Corabi e Marcello e pela cozinha pesada e firme de Bobby Blotzer.

Encontramos aqui um Hard Rock consistente, com pitadas de modernidade mas com um pé fincado no clássico, com influências latentes de The Beatles, The Rolling Stones, Led Zeppelin e The Yardbirds. Não espere encontrar aqui algo parecido com The Scream, Ratt, Danger Danger, Mötley Crüe (1994-1995) ou qualquer outro projeto dos integrantes do Twenty 4 Seven.

Vale lembrar que dois covers, muito bons por sinal, foram incluídos por aqui: "Something" do The Beatles e "No Matter What" do Badfinger. Além dos dois covers, o trio arrasa em pepitas dignas de destaque, como "Dead Man's Shoes", "Due Time" e "Good Times", entre outras.

Recomendado para todos os gostos dentro do Rock n' Roll, pois rótulo só serve pra diferenciar comida/bebida boa de ruim.

01. Due Time
02. Fall Into Yourself
03. Dead Man's Shoes
04. Limelight
05. Something
06. Someone I Don't Wanna Be (Don't Know Where I'm Going)
07. Good Times
08. Take Me To The Limit
09. It's All About Your
10. No Matter What

John Corabi - vocal, guitarra
Rob Marcello - guitarra
Bobby Blotzer - baixo, bateria

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(70,5mb ~ 256kbps)

by Silver (@silvercm)

Eric Singer Project - Live At Indy Kiss Expo [1998]


"Cafundado" das trevas, esse registro que trago é, no mínimo, bem raro. A gravação ocorreu em 28 de fevereiro de 1998 na cidade de Indianapolis, EUA, em uma Kiss Konvention que teve por lá. Nessa época, o Eric Singer Project começava a trabalhar em seu primeiro e único disco de estúdio: "Lost And Spaced", que consistia em um álbum apenas de covers de grandes nomes do rock n' roll como Kiss, Humble Pie, Jimi Hendrix e muitos outros. Então, para darem uma "divertida" (e ganhar uma grana extra), eis que Eric Singer e sua trupe passam a tocar em diversas Kiss Konventions, com um repertório bem variado, sem tocar apenas Kiss.

Esse magnífico registro começa com um breve acústico de John Corabi e Bruce Kulick, com algumas músicas do primeiro registro do Union, que havia acabado de ver a luz do dia. Além das quatro canções escolhidas (e que ainda conta com Robin's Song, pouco executada pela banda ao vivo e uma das melhores do Union, francamente), uma versão improvisada de Beth e uma belíssima adaptação de You've Got To Hide Your Love Away do The Beatles figuram nesse acústico.

Da sétima faixa pra frente, já com Eric Singer na bateria e Karl Cochran no baixo, a pauleira começa: clássicos como Going Down (Jeff Beck), Star Spangled Banner/Purple Haze (Jimi Hendrix) e uma versão instrumental arrasa-quarteirões de Out On The Tiles (Led Zeppelin), onde Eric Singer mostra o porque de seu currículo ser tão invejável, foram escolhidos para se juntar à mais clássicos da banda mais quente do mundo como She, Domino e Strange Ways (!!).

A qualidade de som está bem próxima a de um registro extraído da mesa de som, até porque o show deve ter sido bem restrito, o que deixou a gravação tão boa, mesmo de audiência. Não perca tempo e confira esse baita show de um dos mais cativantes e habilidosos super-grupos já vistos até hoje!

01. October Morning Wind
02. Love (I Don't Need It Anymore)
03. Pain Behind Your Eyes
04. Beth
05. Robin's Song
06. You've Got To Hide Your Love Away
07. Out On The Tiles
08. Strange Ways
09. Watchin' You
10. Going Down
11. Star Spangled Banner
12. Purple Haze
13. Jam
14. She
15. Domino
16. Nothin' To Lose

John Corabi - vocal, guitarra
Bruce Kulick - guitarra
Karl Cochran - baixo, vocal
Eric SInger - bateria, vocal

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(83,9mb ~ 160kbps)

Silver

Mötley Crüe - Mötley Crüe + Relacionados [1994]


Até hoje é desconhecida a razão que justifique a saída de Vince Neil do Mötley Crüe. Enquanto Nikki Sixx diz que Neil saiu por livre e espontânea vontade, Neil afirma que foi demitido. De fato, o Crüe ficou desfalcadíssimo sem seu frontman, que embarcou em uma carreira-solo repleta de altos e baixos. Para ocupar a vaga de vocalista de uma das mais importantes bandas do Hard Rock oitentista, o promissor John Corabi (Angora, The Scream) foi convocado. E o resultado disso tudo é curiosíssimo: um disco completamente diferente do que tudo proposto pelo Crüe até então e vários acontecimentos negativos que culminaram na saída de John Corabi e no fracasso comercial relacionado às vendas e à turnê subseqüente. Mas nem sempre fracasso indica falta de qualidade, em vista das modificações ocorridas no mundo da música e da falta de apoio da mídia (principalmente da MTV, após Sixx ter socado um repórter da emissora). Com vocês, um apanhado que engloba toda a época de John Corabi enquanto vocalista e guitarrista do Mötley Crüe.

Mötley Crüe [1994]

Originalmente entitulado "'Til Death Do Us Part", o disco auto-entitulado do Mötley Crüe foi lançado em 1994, quase 5 anos após o lançamento do último álbum de inéditas do grupo (e o mais bem-sucedido até hoje em toda sua carreira), "Dr. Feelgood". Mal começaram as composições e Vince Neil se desentendeu com Nikki Sixx, resultando em sua saída da banda. Entre os motivos citados por ambas as partes, estão a falta de interesse de Neil em relação ao grupo e a mudança de sonoridade proposta pelos outros membros, em decorrência da popularidade crescente do grunge e do alternativo.

John Corabi entrou para o grupo após Sixx declarar ser um grande fã do The Scream e, por mais que discordem, ele se mostrou um membro mais ativo e mais respeitável que Vince Neil, pois passou a colaborar nas composições e provou um talento incrível, tanto no processo criativo como no que diz respeito à música, com um vocal mais alto e poderoso que de Neil e com o adicional de tocar guitarra e compor em tal instrumento. Enquanto Neil colaborou pouquíssimo no Crüe no que diz respeito ao processo criativo, todas as músicas desse disco foram feitas por todos da banda (exceto Poison Apples, que contou com a colaboração do produtor Bob Rock) e todas as letras, por Sixx e Corabi.

Tudo isso gerou um disco fortíssimo, onde todos os integrantes atingiram patamares inimagináveis quando o assunto é música. As letras deixaram de falar apenas de sexo, drogas e rebeldia juvenil para abordar assuntos como a situação deprimente do mundo, a censura imposta pelo governo sob a música e até mesmo a morte. Instrumentos diferentes como mandolin, baixos de 6 cordas, sitar e violões (acredite, pouco abordados no som do Crüe) passaram a ser utilizados. Tal progresso pode ser notada nas pauleiras Smoke The Sky, Hooligan's Holiday e Power To The Music bem como nas belíssimas baladas Loveshine e Driftaway e na faixa que considero a melhor do disco: Misunderstood.

Apesar do álbum faturar disco de ouro nos Estados Unidos e estrear em 7° lugar nas paradas americanas, o fracasso relaciona-se com os trabalhos antecessores, visto que estes recebiam o título de multi-platina ("Dr. Feelgood" chegou à 7ª platina nos Estados Unidos e à 3ª no Canadá) e suas turnês lotavam estádios, enquanto a com Corabi regressava à teatros e espaços menores.

No entanto, caro leitor, se você espera ouvir um Hard Rock festeiro e descompromissado que o Mötley Crüe fez até 1989 e só resgatou ano passado com "Saints Of Los Angeles", descarte a possibilidade do download. Mas se você tem mente aberta, procura conhecer outros estilos e, principalmente, aprecia música de qualidade, confira já um dos melhores discos feitos após a decadência do Hard Rock.

01. Power To The Music
02. Uncle Jack
03. Hooligan's Holiday
04. Misunderstood
05. Loveshine
06. Poison Apples
07. Hammered
08. 'Til Death Do Us Part
09. Welcome To The Numb
10. Smoke The Sky
11. Droppin' Like Flies
12. Driftaway

John Corabi - vocal, guitarra-base, violão, baixo de 6 cordas
Mick Mars - guitarra-solo, violão, baixo de 6 cordas, mandolin, sitar, backing-vocals
Nikki Sixx - baixo, piano, teclado, backing-vocals
Tommy Lee - bateria, percussão, piano, backing-vocals

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137mb ~ 320kbps


Quaternary EP [1994]

Se você achou que o self-titled logo acima se divergia muito do som da banda, prepare-se pra viagem musical que é o EP "Quaternary". Com tiragem limitada de 20 mil cópias apenas para quem comprasse o disco auto-entitulado, esse EP é quase um "going solo" resumido dos integrantes: cada um fez uma faixa da forma que bem entendeu e, ao fim, os 4 se juntaram para uma música final.

Pode-se facilmente notar quem fez cada faixa, pois cada uma expressa as tendências e o estilo de cada integrante. Planet Boom é um hip-hop composto por Tommy Lee, onde o mesmo dá o ar da graça nos microfones. Bittersuite é um belíssimo instrumental produzido por Mick Mars, onde a guitarra é colocada em primeiro plano, sem vocais - minha predileta da gravação. Father retrata a psicodelia sempre abordada por Nikki Sixx quando possível, e ele também assume o vocal, dividindo-o com John Corabi. Friends é uma linda balada composta apenas no teclado, feita e cantada por Corabi, abordando uma emoção e um feeling de se tirar o chapéu. No fim, todos se unem para a pancada Babykills, que deveria estar no full-lenght sem a menor dúvida.

A mesma dica do texto anterior permanece: se você espera ouvir um Hard Rock festeiro e descompromissado que o Mötley Crüe fez até 1989 e só resgatou ano passado com "Saints Of Los Angeles", descarte a possibilidade do download. Mas se você tem mente aberta, procura conhecer outros estilos e, principalmente, aprecia música de qualidade, confira já esse EP que vai garantir um passeio por diferentes gêneros musicais.

01. Planet Boom
02. Bittersuite
03. Father
04. Friends
05. Babykills

John Corabi - vocal, guitarra-base, teclado
Mick Mars - guitarra-solo, backing-vocals
Nikki Sixx - baixo, backing-vocals
Tommy Lee - bateria, backing-vocals

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42,5mb ~ 320kbps


Live At Mirage Nightclub, Minneapolis, MN [1994]

Como já disse, a turnê para o disco "Mötley Crüe" foi um fracasso: passou de estádios para teatros e locais menores. Chegou a ter alguns shows cancelados, por conta dos prejuízos. Mas, como também já disse, a fase com John Corabi representa a fase de maior habilidade da banda no quesito musical.

Obviamente as readaptações das músicas com Corabi ficaram diferentes, pela voz do indivíduo ser um pouco mais grave e bem mais rasgada. Mas é fato que Corabi deu sangue novo aos integrantes e às músicas, tanto as mais recentes até então quanto as mais antigas, da época com Vince Neil. Apesar de Neil ter sido (e ainda ser) parte importante no Crüe, ter um carisma impressionante e uma voz única, a diferença entre ambos os vocalistas pode ser notada facilmente nas músicas da época de Neil, pois Corabi canta com uma disposição de dar inveja, provando eficiência no microfone e uma incrível potência em sua voz, enquanto Neil muitas vezes se caga pra cantar algumas músicas e pula várias palavras da letra em decorrência da falta de ar. E é como dizem: uma banda só é banda se tiver capacidade de se sair bem no palco - e isso o Mötley Crüe com o mr. Crabby tirou de letra.

Em relação às músicas "novas", são dignas de destaque Loveshine, Misunderstood, Hooligan's Holiday e Power To The Music, que ganharam uma energia muito boa na execução ao vivo. Para as antigas, destaco as versões de Live Wire, Kickstart My Heart e Primal Scream, bem como as readaptações acústicas para Don't Go Away Mad (Just Go Away) e, principalmente, Home Sweet Home - que ficou simplesmente perfeita no violão e com direito à uma gaita malandra. E antes que eu me esqueça, a versão de Revolution para o clássico do The Beatles também ficou do caralho.

Apesar da gravação ser de audiência, a qualidade está bem legal, com todos os instrumentos audíveis e sem falhas. Confira!

01. Hooligan's Holiday
02. Live Wire
03. Live Wire (Continued)
04. Shout At The Devil
05. Wild Side
06. Power To The Music
07. Hammered
08. Uncle Jack
09. Tommy Lee Drum Solo
10. Dr. Feelgood
11. Misunderstood
12. Kickstart My Heart
13. Don't Go Away Mad (Just Go Away)
14. Revolution
15. Loveshine
16. Home Sweet Home
17. Primal Scream

John Corabi - vocal, guitarra-base, violão
Mick Mars - guitarra-solo, violão, backing-vocals
Nikki Sixx - baixo, backing-vocals
Tommy Lee - bateria, backing-vocals

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90,9mb ~ 128kbps

Silver

Eric Singer Project - Live in Japan [2006]


Um dia, após ter passado por diversas das maiores bandas do mundo, Eric Singer decidiu que era hora de se divertir. O baterista sempre declarou que sentia-se à vontade no papel de músico de apoio, então, nada mais natural que o grupo que levasse seu nome fosse uma banda que prestasse tributo não apenas a seus ídolos, mas a seu trabalho anterior. Assim nasceu o Eric Singer Project, uma verdadeira reunião de amigos. Entre aqueles que apoiaram a empreitada, lá estavam seu companheiro de KISS, Bruce Kulick, John Corabi e o parceiro de Alice Coopper Band, Chuck Garric.

Com essa formação, a banda tem rodado o mundo executando vários clássicos do Rock naquele velho esquema das bandas covers. Palco pequeno, show simples e muita diversão. Mesmo com todas as limitações, sempre sobra um espaço para registrar uma performance ao vivo, como essa, no Japão. A maior parte do set-list é formado por sons do KISS, mas também há espaço para Alice Cooper, Beatles e Union. Disco daqueles que se ouve cantando junto, pois é clássico atrás de clássico. Perfeito para passar o fim de semana, regado a muita birita.

Eric Singer (drums, vocals)
John Corabi (vocals, guitars)
Bruce Kulick (guitars, background vocals)
Chuck Garric (vocals, bass)

01. Watchin' You
02. Love (I Don't Need It Anymore)
03. Unholy
04. Do Your Own Thing
05. Domino
06. Black Diamond
07. War Machine
08. Oh Darling
09. School's Out
10. I Love It Loud
11. Power To The Music

67 MB
192 kbps

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Union - Discografia [1998 - 2000]


O Union foi formado em meados de 1997 por dois ex-integrantes de bandas famosas: John Corabi e Bruce Kulick, ex-membros, respectivamente, do Mötley Crüe e do Kiss. Juntamente do baterista Brent Fitz, ex-Streetheart e o até então desconhecido baixista James Hunting, a formação do Union se completa e logo lançam o seu primeiro disco, auto-intitulado, que rende uma turnê pelos Estados Unidos, pela Escandinávia e pela América Latina (até pela Argentina e nada de Brasil) e lança dois singles: "October Morning Wind" e "Old Man Wise".

A sonoridade do Union nada tem a ver com a do Kiss ou com a do Mötley Crüe: uma produção mais moderna alia-se com guitarras pesadas, vocais rasgadíssimos, baixo coeso e bateria técnica. Mas podemos reparar facilmente que os músicos são versáteis e tocam desde verdadeiras porradas do Heavy Metal até um som simples e aconchegante. A química e a pegada dos integrantes se mostrava em músicas como "Tangerine", "Love (I Don't Need Anymore)", "October Morning Wind" e da sensacional "Robin's Song" que, sem exageros, é uma das músicas mais bonitas que já ouvi até hoje.

De um show realizado em 10 de outubro de 1998 no Galaxy Theater, em Santa Ana, sai o fabuloso "Live In The Galaxy", que mistura em seu repertório várias músicas do Union com versões de músicas das antigas bandas de Corabi e Kulick: "Jungle" e "I Walk Alone" do Kiss, "Man In The Moon" do The Scream (antiga banda de Corabi) e "Power To The Music" do Mötley Crüe, além de conter uma cover do Cheap Trick ("Surrender") e versões acústicas de "October Morning Wild" e "You've Got To Hide Your Love Away", esta originalmente gravada pelo The Beatles.

Em 2000 o grupo lança "The Blue Room", com a mesma sonoridade de seu antecessor e com a mesma química de sempre. Novamente, dois singles foram lançados: "Do Your Own Thing" e "Who Do You Think You Are". A turnê do disco passou pelos Estados Unidos, pela Europa, pela Australia e pela América Latina. Mas, infelizmente, os integrantes foram deixando o Union de lado e se dedicando à outros projetos.

Em 2005, a banda chegou a fazer alguns shows com Eric Singer (Kiss) na bateria, deixando Bruce Kulick convicto a lançar um DVD. "Do Your Own Thing Live" foi lançado e a banda fez uma breve turnê pela Europa, agora com Chuck Garric (Alice Cooper) no baixo e Fred Coury (Cinderella) na bateria. Atualmente, o Union encontra-se parado, mas pode voltar a fazer turnês a qualquer momento e deixou-nos material de excelente qualidade. Com vocês, Union!








Silver