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Angra - Hunters and Prey [2002]


Apesar de um simples EP, coloco “Hunters and Prey” entre os meus trabalhos preferidos do Angra. Embalada pela boa aceitação do álbum “Rebirth”, a banda disponibilizou esse lançamento como uma maneira de celebrar o êxito da então nova formação. E não decepcionou, com um trabalho mais simples e direto, que fecha com uma daquelas que é a maior ousadia do grupo até hoje.

Duas músicas já eram conhecidas dos fãs mais atentos: a speed “Live and Learn”, que abre o disco e a cadenciada “Eyes of Christ”, com uma levada que lembra muito os melhores momentos do Dio. Ambas foram registradas em versões demo com o lineup anterior. Sendo assim, a primeira novidade do disco é a balada “Bleeding Heart”, momento de sublime inspiração do grupo, que registrou, talvez, seu melhor momento intimista.

A faixa-título traz de volta a influência de música brasileira, sempre exaltado como um diferencial em um estilo onde a repetição é a “ordem da casa” já há um certo tempo. E ela comparece em duas versões, sendo a segunda em português, uma surpresa que deu excelente resultado. Ainda há um cover para “Mama”, do Genesis e duas versões acústicas para “Rebirth” e “Heroes of Sand”.

Como dizia Fernando Vanucci em seus áureos tempos: simplesinho, mas bonitinho.

Edu Falaschi (vocals)
Kiko Loureiro (guitars)
Rafael Bittencourt (guitars)
Felipe Andreolli (bass)
Aquiles Priester (drums)

01. Live and Learn
02. Bleeding Heart
03. Hunters and Prey
04. Eyes of Christ
05. Rebirth (acoustic)
06. Heroes of Sand (acoustic)
07. Mama
08. Caça e Caçador

52 MB
192 kbps

Download

Angra - Fireworks [1998]

Como meus companheiros já citaram anteriormente, o Angra é um dos maiores representantes do Heavy Metal nacional, sendo um dos principais nomes brasileiros lá fora, tendo fãs pelo mundo inteiro.
Quem conhece a carreira da banda, sabe que a principal intenção do Angra sempre foi fazer um Power Metal com aquela identidade brasileira (o que, na minha opinião, muitas vezes ficou forçado) para levarem um pouco da cultura brasileira para o mundo. Isso ficou bem claro nos dois primeiros discos "Angels Cry" e principalmente em "Holy Land", que foi onde a coisa ficou mais explícita.

O que faz de "Fireworks" o melhor trabalho do Angra na minha opinião, é o outro direcionamento que a banda tomou, sem o apelo de "oi gente, sou brasileiro rs", num disco TOTALMENTE Heavy Metal da cabeça aos pés, sem qualquer influência da música folclórica brasileira, ou de qualquer outro ritmo nacional, caindo de cabeça definitivamente na música clássica e no Heavy Metal em si, fazendo a mistura que qualquer banda de Power Metal aos moldes europeus exige.

Diríamos que este disco é o mais obscuro da carreira da banda, pois apesar de conter bons clássicos da banda (como "Metal Icarus", "Lisbon", "Speed" e "Wings Of Reality"), aqui no Brasil o disco não teve a divulgação correta e acabou entrando pouco nas prateleiras, o que deixou os fãs brasileiros um pouco "na mão" (claro que hoje em dia qualquer fã conhece o disco, graças à internet), fazendo com que os fãs que escutassem o disco, até mesmo atualmente, depois de ouvir os mais contemporâneos, simplesmente não reconhecessem a banda, tamanha a diferença para os anteriores (e para os posteriores também).
Uma coisa interessante de "Fireworks" também, é a ausência de uma intro ou de um prelúdio, já que o disco já começa na porradaria de "Wings Of Reality", definitivamente mostrando que a frescurinha havia acabado, ao menos por enquanto.

Mesmo que o clima dentro da banda não estivesse tão bom, eles estavam totalmente entrosados, pra variar, com todo mundo mandando muito bem, desde os vocais inconfundíveis de Andre Matos até a bateria furiosa de Ricardo Confessori, passando por toda a virtuose de Rafael Bittencourt, Kiko Loureiro e Luís Mariutti, quando, com certeza, o Angra formava a banda mais "perfeita" do Brasil, em relação à técnica e virtuose dos músicos.

"Fireworks" também marca o último disco da formação clássica do Angra, que viria a se separar depois por conflitos internos de Andre Matos, Luís Mariutti e Ricardo Confessori com o empresário Antônio Pirani, que gerenciava a banda, durante a turnê do disco.

Enfim, eu não vou destacar absolutamente NADA do álbum, já que ele como um todo, te proporciona muito Power Metal da melhor qualidade, mostrando, que definitivamente, no gênero, o Angra é a melhor banda do Brasil.

1. Wings Of Reality
2. Petrified Eyes
3. Lisbon
4. Metal Icarus
5. Paradise
6. Mystery Machine
7. Fireworks
8. Extreme Dream
9. Gentle Change
10. Speed

Andre Matos - Vocais, piano, teclado
Rafael Bittencourt - Guitarra
Kiko Loureiro - Guitarra
Luís Mariutti - Baixo
Ricardo Confessori - Bateria

Download (81,1MB ~ 192kbps)

Bruno Gonzalez

Foto do encarte do disco.


Angra - Temple Of Shadows [2004]


Após a bem-sucedida turnê do disco "Rebirth", o Angra arrisca em um disco conceitual, mais complexo que seu antecessor, lembrando até sua fase com Andre Matos nos vocais.
Em 2004, o fruto dessa aventura é lançado ao mundo. "Temple Of Shadows", como dito antes, é um trabalho conceitual que retrata a história de um cavaleiro denominado Shadow Hunter. Ele se une ao exército que luta à favor da Igreja Católica para participar da Primeira Cruzada, mas passa por conflitos psicológicos que o faz questionar os ideais e valores da Igreja, numa época em que os pagãos eram condenados pela mesma. Toda a história foi feita por Rafael Bittencourt.
Musicalmente falando, "Temple Of Shadows" é um trabalho ousadíssimo e arrojado, espantando a todos os fãs do Angra que não esperavam muito da nova formação da banda, que além da veterana e exímia dupla de guitarristas Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt, contava com Edu Falaschi nos vocais, Felipe Andreoli no baixo e Aquiles Priester na bateria, que não só nada deixam a desejar no que diz respeito à antiga formação como até reinventam o som do grupo em vários momentos, principalmente pelos vocais agora rasgados de Falaschi, do baixo virtuoso de Andreoli e da bateria cavalar de Priester.
Convidados de alto gabarito como Milton Nascimento, Hansi Kürsch (Blind Guardian), Kai Hansen (Gamma Ray) e Sabine Edelsbacher (Edenbridge) também aparecem ao longo do disco.
Em aspecto geral, o Heavy Metal alia-se com os ritmos brasileiros, marca registrada dos trabalhos do Angra, dessa vez com um peso maior ainda e mais voltado à vertente do Progressive/Power Metal. Encontra-se nesse disco desde pancadas como "Temple Of Hate" e "Angels And Demons" até músicas possuídas pelo feeling e pela leveza como "No Pain For The Dead" e "Late Redemption".
No mais, se "Rebirth" foi o renascimento do Angra, "Temple Of Shadows" resumiu a melhor fase da vida do Angra renascido. Uma estupenda obra que merece ser apreciada!

Tracklist:
01. Deus le Volt!
02. Spread Your Fire
03. Angels And Demons
04. Waiting Silence
05. Wishing Well
06. The Temple Of Hate
07. The Shadow Hunter
08. No Pain For The Dead
09. Wings Of Destination
10. Sprouts Of Time
11. Morning Star
12. Late Redemption
13. Gate XIII

Line-up:
Edu Falaschi - vocal
Kiko Loureiro - guitarra
Rafael Bittencourt - guitarra
Felipe Andreoli - baixo
Aquiles Priester - bateria
Milton Nascimento - vocal em 12
Kai Hansen - vocal em 6
Hansi Kürsch - vocal em 9
Sabine Edelsbacher - vocal em 2 e 8

Download
(60,4MB - 128kbps)

by Silver

Angra - Rebirth [2001]


Até me embaralho para falar de um disco que tanto ouvi desde que conheci o rock n' roll e suas diversas vertentes. Mas não há modo melhor de começar um texto sobre esse disco dizendo que
o termo rebirth significa renascimento em português. Creio que o uso deste termo responde muita coisa em relação à esse disco. Assim como muitas bandas que tiveram baixas com a saída de seus vocalistas e que surpreenderam com seus substitutos, tais como AC/DC, Iron Maiden e até mesmo Viper, o Angra também surpreenderia com o disco que posto hoje.
"Rebirth" mostra um Angra totalmente renovado após a saída de 3 dos 5 integrantes originais Andre Matos, vocalista; Ricardo Confessori, baterista; Luís Mariutti, baixista com a substituição dos mesmos por, respectivamente, Edu Falaschi, Aquiles Priester e Felipe Andreoli. Os 3 já tinham um bom currículo antes de integrarem o grupo [Falaschi quase foi vocalista do Iron Maiden quando Bruce Dickinson saiu da banda e Priester e Andreoli já tocaram com Paul Di'Anno, ex-Iron Maiden] e se mostratram até mesmo mais correspondentes ao estilo do Angra do que os antigos integrantes.
As músicas de "Rebirth" soam mais puxadas ainda para a música clássica, com uma ênfase maior também na bateria, que está com um pedal duplo incessante e feroz. As linhas de baixo de Andreoli estão tão criativas e bem-feitas quanto a de seu antecessor, Luís Mariutti, e estão bem aliadas ao vocal de Falaschi, que é bem característico e sem tantos falsetes como o de Andre Matos, dando mais personalidade ao som da banda. E, é claro, as guitarras fabulosas e das composições precisas de Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro se superaram em tal disco, se destacando em faixas como "Heroes Of Sand" e "Nova Era". O teclado de Fábio Laguna também possui uma participação intensa no disco, visto que, como citado anteriormente, as canções estão com uma pegada mais clássica.
Sem dúvidas, "Rebirth" é o disco que mais mostra a genialidade dessa formação da banda que, infelizmente, parece estar com os dias contados, vide as crises que a banda passou ultimamente. Os destaques, ao meu ver, ficam para o single principal do disco, a faixa-título "Rebirth", para a provável faixa mais técnica do disco, "Judgement Day" e para a belíssima "Heroes Of Sand". Mas não deixe de aproveitar o disco como um todo, caro leitor!

Tracklist:
01. In Excelsis
02. Nova Era
03. Millennium Sun
04. Acid Rain
05. Heroes of Sand
06. Unholy Wars (Part I - Imperial Crown / Part II - The Forgiven Return)
07. Rebirth
08. Judgement Day
09. Running Alone
10. Visions Prelude

Line-up:
Edu Falaschi - vocal
Kiko Loureiro - guitarra
Rafael Bittencourt - guitarra
Felipe Andreoli - baixo
Aquiles Priester - bateria
Fábio Laguna - teclado

Clique aqui para baixar "Angra - Rebirth"
Visto que o 4shared apresentou muitos problemas ultimamente, estou voltando a postar os arqiuvos no MediaFire.

by Silver

Angra - Angels Cry [1993]

"Angels Cry" é um dos discos mais importantes do metal nacional. Com muita audácia e toneladas de roupas de couro e tachinhas, o Angra gravou um bom disco. A sonoridade já indica que se trata de uma banda diferenciada e o visual demonstra a vontade dos 5 caras de ultrapassar as fronteiras tupiniquins e conquistar o mundo. Foi o que aconteceu. "Angels Cry" alavancou uma carreira bem-sucedida para o Angra dentro mas, principalmente, fora do Brasil e elevou o guitarrista Kiko Loureiro ao status de mestre da guitarra. Entre os sucessos, a irresistível "Carry On", "Time" (melhor música do trabalho e possivelmente a melhor música já gravada pelo quinteto) e a faixa-título, que até hoje é tocada nos shows. Andre Matos em dia com a voz (nem a própria Kate Bush manda tão bem em "Wuthering Heights") e a banda em tempos de paz... "Ê saudade...".

1. Unfinished Allegro
2. Carry On
3. Time
4. Angels Cry
5. Stand Away
6. Never Understand
7. Wuthering Heights
8. Streets Of Tomorrow
9. Evil Warning
10. Lasting Child - I The Parting Words II Renaissance

Clique aqui para baixar o disco


[Meanstreet]