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Crashdïet - Generation Wild (EP) [2010]

Sem mais delongas, o Crashdïet é uma banda de hard/sleaze rock advinda dos planos suecos. Dois excelentes discos lançados, porém, marcados por perdas: Rest In Sleaze [2005], onde o grande vocalista Dave Lepard literalmente bateu as botas, e The Unattractive Revolution [2007] marcou a separação da banda com o na época vocalista, H. Olliver Twisted. A banda, que já fez alguns shows no Brasil, se reestruturou e chamou o vocalista Simon Cruz para assumir os vocais, e gravar Generation Wild [2010], que ainda vai ser lançado esse ano. Enquanto a parada não sai, a edição #69 da revista Sweden Rock Magazine vai lançar uma EP dos suecos com três novas canções, obviamente, cantadas por Cruz. E não é que a banda finalmente encontrou o rumo?

A porradaria começa com ''Generation Wild'', que possui um refrão genial e mostra que a banda se tornou mais melódica (escutem só os riffs do guitarrista Martin Sweet, bastante lineares), talvez um sinal de adaptação para o vocal de Cruz, mais limpo e ''bachiano-tranquilo'' e sem aqueles tons rasgados de Twisted. ''One Of A Kind'' é uma daquelas ''canções de ponte'' num cd, boa canção, mas o ouro está mesmo na incrível ''Fear Control''; Cruz aqui eleva o seu vocal com maestria além de se tratar de uma composição de alta qualidade, letra idem. O solo, apesar de curto, mata a sede do ouvinte; e os elementos eletrônicos são bem dosados, sem virar aquela coisa bizarra (vide Shotgun Messiah).

A banda formada pelo guitarrista Martin Sweet, o batera Eric Young e o baixista Peter London ainda continua explosiva e cheia de laquê, porém a aceitação de Simon Cruz, mesmo sendo um grande vocalista, resulta em comparações. Nesse EP esquenta, ele provou a sua capacidade e agora é esperar pela aceitação do público (e que não vire um Skid Row da vida).
Um ótimo download!

Tracklist:
01 - Generation Wild
02 - One Of A Kind
03 - Fear Control

Line-up:
Simon Cruz - Vocal
Martin Sweet - Guitarra
Peter London - Baixo
Eric Young - Bateria

Download: Crashdïet - Generation Wild (EP) [2010]

By Alvaro Corpse

Destruction - A Savage Symphony - The History Of Annihilation (CD) [2010]

Um dos gigantes do thrash metal alemão juntamente com bandas como Sodom e Kreator, o power-trio Destruction nasceu já fazendo um bocado de estardalhaço com a demo Bestial Invasion Of Hell [1984] e a clássica EP Sentence Of Death [1984]. Séculos passados e excelentes discos lançados, em 2008 eles lançaram o seu mais recente cd, D.E.V.O.L.U.T.I.O.N. [2008], e nesse ano os açougueiros liderados pelo baxista/vocalista Schimier soltam mais um ótimo lançamento: o dvd e cd ao vivo A Savage Symphony - The History Of Annihilation [2010], e é exatamente o cd que trago pra vocês hoje.

Com um set impecável, o cd de A Savage Symphony prima por possuir um set bem selecionado e que funciona bem para aqueles que podem não curtir muito os seus albuns inteiros, sendo uma bela coletânea. Já que o dvd foi gravado durante o Wacken Open Air 2007 o cd provavelmente é o áudio desse show, porém, o set de The Curse Of The Antichrist - Live In Agony [2009], o mais recente album ao vivo do Destruction, possui um set semelhante. Não há muitas informações sobre o cd de A Savage Symphony, quem tiver, favor postar nos comments =).

Voltando ao album, são 17 faixas de pura pancadaria alemã mesclando canções mais antigas com novos sons. O início com ''The Butcher Strikes Back'' do bom All Hell Breaks Loose [2000] foi bem colocado assim como a sucessão com a clássica ''Curse The Gods'' (do Eternal Devastation [1986]) seguida por ''Nailed To The Cross'', que possui um refrão inesquecível, marca registrada dos alemães. Em seguida, vem ''Mad Butcher'' e as suas guitarras voadoras, mérito original dos guitarristas Harry Wilkens (que não está mais na banda) e uma das peças-chave do power-trio, o grande guitarrista Mike Sifringer, que é um dos membros fundadores juntamente com Schmier. A explosiva ''The Alliance Of Hellhoundz'' originalmente possui vários convidados dividindo os vocais com Schmier, já nesse registro, ao que tudo indica, conta com a presença do vocalista/baixista Peavy, do Rage, e do também vocalista/baixista Tom Angelripper, da banda Sodom. O disco segue com as boas ''D.E.V.O.L.U.T.I.O.N.'' e ''Urge (The Greed Of Gain'', ambas do disco homônimo de 2008, e mais clássicos como a maluca ''Cracked Brain'', a balada thrash '-' ''Reject Emotions'', e canções mais novas (mas que já viraram hinos) como ''Thrash Till Death''. A título de curiosidade, a canção ''The Damned'' é um cover da famosa banda de punk rock The Plasmatics (?!?!), que ficou particularmente melhor que a original.

Com um set variado, músicos afinadíssimos e canções de nível semelhante, o Destruction é sem dúvida uma das melhores bandas da escola alemã do thrash metal e do mundo, e uma das qualidades irrefutáveis que a banda possui sem dúvida é ter um som poderoso ao vivo, coisa que deixa meio mundo no chinelo.
Um ótimo download!

Tracklist:
01. The Butcher Strikes Back
02. Curse The Gods
03. Nailed To The Cross
04. Mad Butcher
05. The Alliance Of Hellhoundz
06. D.E.V.O.L.U.T.I.O.N.
07. Urge The Greed Of Gain
08. Metal Discharge
09. The Damned
10. Cracked Brain
11. Soul Collector
12. The 7 Deadly Sins
13. Antichrist
14. Reject Emotions
15. Thrash Till Death (3 Drumkits Wacken Inferno)
16. Total Desaster
17. Bestial Invasion

Line-up:
Schmier - Vocal, baixo
Mike Sifringer - Guitarras
Marc Reign - Bateria
Peavy - Vocal em ''The Alliance Of Hellhoundz''
Tom Angelripper - Vocal em ''The Alliance Of Hellhoundz''

Download: Destruction - A Savage Symphony - The History Of Annihilation (CD) [2010]

By Alvaro Corpse

Bad Religion - The Empire Strikes First [2004]

Conhecida como uma das mais conhecidas e veneradas bandas de punk rock, o Bad Religion, depois da sacanagem que foi The Process Of Belief [2002], voltou para as profundezas do estúdio gravar o album que eu considero um dos melhores do estilo: The Empire Strikes First. A banda formada pelo vocalista Greg Graffin, os guitarristas Greg Hetson, Brian Baker e Brett Gurewitz juntamente com o baixista Jay Bentley e o baterista Brooks Wackerman destilam a sua insatisfação pelo governo e outros assuntos (como religião), como já havia citado Gurewitz numa entrevista, toda a raiva provocada pelo governo Bush serviu de inspiração para que a banda californiana lançasse 14 indefectíveis canções.

Dizer que esse album não é perfeito é uma completa sacanagem, porém devo destacar a porrada de ''Sinister Rouge'', a ácida e questionadora ''Atheist Peace'', a bacana e mais descontraída ''Los Angeles Is Burning'', a já clássica ''God's Love'', a excelente faixa-título e especialmente a canção ''Boot Stamping On A Human Face Forever'', que teve o título retirado de uma citação do também maravilhoso livro 1984 de George Orwell.

A fusão da melodia com a rispidez do punk rock é que dá forma ao que o Bad Religion é hoje, notavelmente por ter um som marcante e muito bom de se ouvir, além de possuir letras que tanto criticam como questionam temas políticos e sociais de forma consistente. O verdadeiro punk rock ativista e, ainda sim, atual.
Um ótimo download!

Tracklist:
01 - Overture
02 - Sinister Rouge
03 - Social Suicide
04 - Atheist Peace
05 - All There Is
06 - Los Angeles Is Burning
07 - Let Them Eat War
08 - God's Love
09 - To Another Abyss
10 - The Quickening
11 - The Empire Strikes First
12 - Beyond Electric Dreams
13 - Boot Stamping In A Human Face Forever
14 - Live Again (The Fall Of Man)

Line-up:
Greg Graffin - Vocais
Greg Hetson - Guitarra
Brian Baker - Guitarra
Brett Gurewitz - Guitarra, backing vocal
Jay Bentley - Baixo, backing vocal
Brooks Wackerman - Bateria
David Bragger - violino em ''Atheist Peace''
Mike Campbell - guitarra adicional em ''Los Angeles Is Burning''
Slug - vocal em ''Let Them Eat War''
John Ginty - Hammond B-3 em ''Los Angeles Is Burning''
Leopold Ross - Sonic Alienator (???) em ''Beyond Electric Dreams''
Claude Same - vocais líricos em ''Sinister Rouge''

Download: Bad Religion - The Empire Strikes First [2004]

By Alvaro Corpse

Black Drawing Chalks - Life Is A Big Holiday To Us [2009]

Olá estimados Combers, eu estou voltando a andar nessa kombi que é a Combe (rs) e trago pra vocês um discaço de rock'n'roll de verdade direto da minhas terras-médias: Life Is a Big Holiday For Us, da banda goiana Black Drawing Chalks.

Os distintos rapazes tiveram aquela típica epifania de monstar uma banda quando cursavam a faculdade de design gráfico, onde o batera Douglas de Castro e o guitarrista e vocalista Victor Rocha faziam parte de um estúdio e chamaram o baixista Denis de Castro, irmão de Douglas, pra fazer parte do set. Inicialmente, havia o vocalista Marco Bauer, que com Victor dividia os vocais, porém Bauer sai, Victor assume os vocais e o guitarrista Renato Cunha entra na jogada dividindo os vocais com Victor. O primeiro album, Big Deal [2007], foi extremamente bem elogiado e isso rendeu shows ao lado de bandas como Nashville Pussy e Motörhead mas, com Life Is a Big Holiday For Us, além de ser um disco de uma banda notávelmente madura, firmou o nome da banda no Brasil e no mundo.

Abrindo a bolacha, já vem a porrada ''My Favorite Way'', que virou clipe e mostra bem a característica do grupo no que tange as suas influências, stoner, alternativo, hard rock, (insira nome aqui), etc. A sacana ''Free From Desire'' cria uma ponte legal com a vinheta ''My Radio'', e o barco segue com a excelente ''Girl I've Come For You'', a boa ''Finding Another Road'' e a comédia de ''Don't Take My Beer''. De resto, destaco a poética-lisérgica ''Magic Travel'' e o final maneiro com ''Living Home''.

Além de ter uma capa linda, a mistura dos negos do Black Drawing Chalks é certeira, uma das melhores bandas do país.
Ótimo download!

Tracklist:
01 - My Favorite Way
02 - Free From Desire
03 - My Radio
04 - The Legend
05 - Girl I've Come To Lay You Down
06 - Finding Another Road
07 - I'm A Beast, I'm A Gun
08 - Don't Take My Beer
09 - Precious Stone
10 - Magic Travel
11 - Leaving Home

Line-up:
Victor Rocha - Guitarra, vocal
Renato Cunha - Guitarra, backing vocal
Douglas de Castro - Bateria
Denis de Castro - Baixo

Download: Black Drawing Chalks - Life Is A Big Holiday For Us [2009]

By Alvaro Corpse

AC/DC - Black Ice Tour - Live In São Paulo (27/11) [2009]

NOTA: Me matei pra reupar os links, seus fanfarrões, então aproveitem. Postei novamente o link único já corrigido com os dois CD's e encartes e as canções ''TNT'' e ''Let There Be Rock'' para os feras que tiveram problemas apenas com essas canções.

É com muito prazer que eu posto essa maravilha pra vocês: o bootleg do show do AC/DC em São Paulo, na turnê do disco Black Ice, que rolou em 27 de novembro desse ano. São 21 canções ao todo, com direito a definitivas pérolas do rock n roll safado e algumas novas canções do novo disco da banda, além de versões anabolizadas para ''The Jack'' e ''Let There Be Rock''. Eu me nego a comentar sobre a idade desses grandes músicos, já que Brian Johnson (vocais), os irmãos Angus e Malcolm Young (guitarras), Phil Rudd (bateria) e Cliff Williams (baixo) tocam como se ainda tivessem vinte e poucos anos, claro que existe as limitações da idade, mas são quase inexistentes.

O bootleg é PERFEITO, excelente setlist, excelente banda, excelente áudio, excelente encarte, simplesmente tudo. Download obrigatório de você é fã do rock mais nervoso e bluesy do planeta, além disso, se é AC/DC, é garantia que o troço vai ser no mínimo maravilhoso.
Um ótimo download!

NOTA: Agradecimentos aos que captaram o som (no caso, Spoken_Magic_Spells), ao encarte principal (by AtherEdrum), ao alternativo que coloquei (que não tem nome) e ao cara que ''refinou'' o som, o tal C. Heavy. Esses e mais outros, podem ser encontrados na comunidade do AC/DC no Orkut.

Tracklist:
CD 1:
01 - Intro
02 - Rock N' Roll Train
03 - Hell Ain't A Bad Place To Be
04 - Back In Black
05 - Big Jack
06 - Dirty Deeds Done Dirt Cheap
07 - Shot Down in Flames
08 - Thunderstruck
09 - Black Ice
10 - The Jack
11 - Hells Bells
12 - Shoot To Thrill

CD 2:
01 - War Machine
02 - Dog Eat Dog
03 - You Shook Me All Night Long
04 - TNT
05 - Whole Lotta Rosie
06 - Let There Be Rock
07 - Intermission
08 - Highway To Hell
09 - For Those About To Rock (We Salute You)

Line-up:
Brian Johnson - Vocais
Angus Young - Guitarra solo
Malcolm Young - Guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - Baixo, backing vocals
Phill Rudd - Bateria, percussão

Download: AC/DC - Black Ice Tour - Live In São Paulo [2009] (LINK CORRIGIDO)

Download: ''TNT'' e ''Let There Be Rock''

By Alvaro Corpse

AC/DC. E Rosie.

Fear Factory - Mechanize [2010]

A banda californiana de metal industrial Fear Factory volta em 2009 com várias surpresas, como a volta do guitarrista Dino Cazares (peça fundamental da banda, que saiu pouco antes das gravações de Archetype [2004]) e a inclusão de Gene Hoglan como batera oficial, que já deu lições de como espancar uma bateria em bandas como Death e Dark Angel. E é esse line-up, incluindo o excelente baixista Byron Stroud, ex-Strapping Young Lad e consolidado no Fear Factory desde 2003, que gravou Mechanize, programado para ser lançado só em 2010. E, caralho, que discaço.

A porradaria começa na primeira faixa, ''Mechanize'', onde já percebemos que Gene ''Machine'' Hoglan não está de brincadeira quando está usando duas baquetas - opa, terminou aí - essa canção peca do início ao fim pelo uso exagerado de distorções e efeitos ABSURDOS, principalmente na voz de Burton C. Bell que, infelizmente, acaba ficando em segundo plano; já o baixo, é a mesma coisa que tentar procurar Wally. A coisa melhora com ''Industrial Discipline'', onde o instrumental é mais limpo e podemos perceber a esfriada nítida nos vocais de Bell, mas ainda continuam furiosos e especialmente matadores quando ele canta daquele jeito mais sombrio - aí ele brilha como nunca. Dino Cazares é outro que merece medalha de ouro nessa canção, despejando riffs rápidos e certeiros.

Agora é a vez de ''Fear Campaign'' que, curiosamente, desde a primeira faixa até aqui parece que faz parte de uma progressão quase matemática: aqui a coisa engata de vez. O instrumental, os vocais e etc estão finalmente coesos com direito a viradas fenomenais de mr. Hoglan e o baixo furioso, apesar de ser um pouco apagado, de Byron Stroud. ''Powershifter'' é o verdadeiro Fear Factory, lá pelas tantas na época do maravilhoso Demanufacture [1995], porém, com o dobro de peso e rapidez, uma faixa absurda de tão boa. O headbang é praticamente involuntário aqui, airdrums idem, e sem dúvida, será uma canção incluída nos futuros setlists. O resto do disco é simplesmente perfeito, sem tirar, nem por. Para não fugir dos habituais destaques, ''Oxidizer'', ''Christploitation'' e o final de altíssima qualidade com ''Final Exit''.

Felizmente, a máquina do medo continua funcional lançando esse disco, que é agradável a gregos e troianos, fãs antigos e novos fãs, um novo diamante futurista.
Um ótimo download!

Tracklist:
01 - Mechanize
02 - Industrial Discipline
03 - Fear Campaign
04 - Powershifter
05 - Christploitation
06 - Oxidizer
07 - Controlled Demolition
08 - Designing The Enemy
09 - Metallic Division
10 - Final Exit

Line-up:
Burton C. Bell - Vocais
Dino Cazares - Guitarra
Byron Stroud - Baixo
Gene Hoglan - Bateria
Rhys Fulber - Samplers, teclados (Músico adicional)

Download: Fear Factory - Mechanize [2010]

By [blue] Alvaro Corpse [/blue] (Risos)

King's X - Ear Candy [1996]

Voltando para os braços do Mediafire (mas sempre com o pé atrás por eles terem apagado a discografia do Barret) e comemorando essa volta, posto aqui um dos melhores albuns que eu já ouvi, o sexto e mais fantástico disco da banda de hard rock estadunidense King's X.

Meio clichê, mas a banda começou a dar os seus primeiros passos em Springfield, na terra onde Bush começou a detonar, quando o baixista/vocalista Doug Pinnick e o batera Jerry Gaskill começaram a trabalhar num projeto musical. Tempos depois, Ty Tabor se aproximou de Gaskill numa ocasião onde ele precisava de um kit de bateria num show onde também estava Pinnick, e esse foi o ponto zero para as parcerias entre esses músicos que mais tarde formariam o King's X.

Ear Candy foi lançado no auge do grunge representando um último flash de popularidade da banda no mainstream, já que anteriormente com Faith Hope Love [1990] e o mais pesado (ou até mesmo, grunge) Dogman [1994], o King's X desfrutou de maior popularidade. De qualquer forma, Ear Candy foi um retorno ao hard rock mais direto e cheio de influências, flertando com o prog e a psicodelia em raros momentos, mas não perdendo aquele som melódico dos seus discos anteriores carregado de influências do R&B clássico nos vocais, transformando esse em um dos seus melhores discos. Abrindo a bolacha começamos com a fantástica ''The Train'', cujos riffs iniciais são inesquecíveis, marca do grande Ty Tabor. Em seguida, a reflexiva ''(Thinking and Wondering) What I'm Gonna Do'' enche os ouvidos pela riqueza dos arranjos, entretanto, o hino ''Sometime'' prima pelo baixo extremamente bem tocado de Doug Pinnick e pelo instrumental básico - não, não vira punk, o básico aqui é tocado maravilhosamente (risos).
A bela balada ''A Box'' é mais uma canção que evidencia as qualidades das letras do King's X, bastante filosóficas, reflexivas e espirituais, representando, aliás, a opinião de cada integrante da banda em algumas letras sobre fé e etc.
Fechando a seção de destaques, cito a soberba ''Mississippi Moon'', a viajante ''67'', a guiada pelo piano ''American Cheese (Jerry's Pianto)'', a viagem de ''Picture'' e o lindo final com ''Life Going By''.

Discaço de uma banda totalmente injustiçada e que até hoje permanece quase no underground, e que possui um dos mais talentosos power trios da história. Altamente diversificado e recomendado.

Um ótimo download!

Tracklist:
1. The Train
2. (Thinking And Wondering) What I'm Gonna Do
3. Sometime
4. A Box
5. Looking For Love
6. Mississippi Moon
7. 67
8. Lies In The Sand (The Ballad Of...)
9. Run
10. Fathers
11. American Cheese (Jerry's Pianto)
12. Picture
13. Life Going By

Line-up:
Doug Pinnick - Vocais, baixo
Ty Tabor - Vocais, guitarras
Jerry Gaskill - Vocais, bateria

Download: King's X - Ear Candy [1996]

By Alvaro Corpse

Sepultura - Escape To El Paso (Live At El Paso, Texas) [1990]

Bootleg clássico, já ouviu falar? Há muitos, principalmente do Yes e do Marillion [risos], e Kiss então, nem se fala [mais risos]. Mas justo este aqui, gravado na turnê do perturbador ''Beneath The Remains'' [1989], mostra o Sepultura, banda de thrash metal mais do que conhecida por essas bandas, em sua melhor fase.

Gravado em 1990 na cidade de El Paso, no Texas, ''Escape To El Paso'' possui 15 faixas (incluindo os covers) que vão fazer o seu pescoço doer do início ao fim. Clássicos dos seus outros dois discos e uma EP (''Morbid Visions'' [1986], ''Schizophrenia'' [1987] e ''Bestial Devastation'' [1985], respectivamente) dão as caras por aqui com a clássica ''Antichrist'', a clássica ''Troops Of Doom'', ''Escape To The Void'' e o resto das faixas, naturalmente, do ''Beneath'' com destaque para as matadoras ''Primitive Future'' que é a canção que abre o show, ''Inner Self'', ''Stronger Then Hate'' e a própria ''Beneath The Remains''. Os covers também marcam presença com o sempre matador cover de ''Orgasmatron'' do Motörhead (dá-lhe Kisser/Cavalera!), o INCRÍVEL cover de ''Polícia'' dos Titãs (aliás, bem melhor que a versão original) e o cover demolidor de ''Symptom Of The Universe'' do Black Sabbath.

Como um haikai, o Sepultura se mantia minimalista e carregado de significado, desconstruíndo os polêmicos temas que abordava com o mais venenoso thrash metal. Apesar do brilho de outrora e desse maravilhoso bootleg trazer lembranças aquela grandiosa fase, é ótimo ainda termos o Sepultura bem lúcido agora e bem das pernas.

Ótimo download!

Tracklist:
01 - Primitive Future
02 - Inner Self
03 - Mass Hypnosis
04 - Troops Of Doom
05 - Stronger Then Hate
06 - Slaves Of Pain
07 - Orgasmatron (Motörhead Cover)
08 - Break
09 - Escape To The Void
10 - Antichrist
11 - Murder
12 - Sarcastic Existence
13 - Symptom Of The Universe (Black Sabbath Cover)
14 - Polícia (Titãs Cover)
15 - Beneath The Remains

Line-up:
Max Cavalera - Vocais, guitarra base
Andreas Kisser - Guitarra solo
Paulo Jr. - Baixo
Igor Cavalera - Bateria

Download: Sepultura - Escape To El Paso (Live At El Paso, Texas) [1990]

By Alvaro Corpse

Immortal - All Shall Fall [2009]

Após as minhas peripécias pelo espaço buscando a iluminação universal (perguntem ao Bull, Sitting), finalmente voltei para o turbulento retrovisor da nossa Millenium Falcon, a Combe do Iommi. E não voltei de mãos vazias, e sim com um dos melhores lançamentos desse ano mas que tem tudo para ser um ponto marcante na carreira que irá dividir opiniões (fãs de black metal, já viu): ''All Shall Fall'', discaço da banda mais foda e engraçada de black metal, Immortal.
Falar da genialidade de Abbath e Demonaz, respectivamente vocalista/guitarrista e compositor (guitarrista até o disco ''Blizzard Beasts'' [1997], teve que parar de tocar full-time por causa de uma tendinite) é chover no molhado e para engrossar o caldo, o baixista Apollyon e o já de casa batera Horgh também está no time desse maravilhoso disco. A maravilhosa capa, uma das melhores do Immortal, ilustram o que virá nesse disco: brutalidade e genialidade, com todas as letras escritas por Demonaz, e uma certa influência do I.
A bolacha começa já com a boa ''All Shall Fall'', destaque para Horgh e os seus pés (que são mais tentáculos, tal a velocidade). ''The Rise Of Darkness'' dá sequência ao disco, uma excelente faixa onde os vocais de Abbath são audíveis e os seus riffs, bem variados, não seguindo aqueles padrões toscos típicos de bandas mais old-school da cena black metal. ''Hordes Of War'', sem dúvida, é a mais true do negócio; lembrando de fato um hino de guerra. O disco continua sem problemas citando também a fantástica faixa ''Arctic Swarm'' e os seus riffs gelados, até o final apoteótico com a épica ''Unearthly Kingdom'', uma das melhores faixas do Immortal e que possui fantásticas letras a lá Senhor Dos Anéis.
A sonoridade, em alguns momentos enveredando para o lado mais experimental, é resultante de claras influências do projeto paralelo I, do Abbath. A produção é de ouro e os estilos transitam facilmente do rock mais cru em alguns riffs até a boa e velha crueza norueguesa. Abbath, Demonaz & Friends conseguiram gravar um discaço, que venham os próximos!
Um ótimo download!

Tracklist:
01 - All Shall Fall
02 - The Rise Of Darkness
03 - Hordes To War
04 - Norden On Fire
05 - Arctic Swarm
06 - Mount North
07 - Unearthly Kingdom

Line-up:
Abbath - Vocais, guitarras
Apollyon - Baixo
Horgh - Bateria

Download: Immortal - All Shall Fall [2009]

By Alvaro Corpse


Tiamat - Wildhoney [1994]

O ''crash'' da popularidade do heavy metal nos anos 90 foi inevitável. Entretanto, ótimas bandas surgiam e outras padeciam, e uma dessas ótimas bandas que surgiram e estão até hoje por aí é o excelente Tiamat. Fazendo uma fusão entre o rock progressivo e diferentes sonoridades com o death e o doom metal, o Tiamat é uma das excelentes bandas do circuito sueco no heavy metal. O disco de 1994, ''Wildhoney'', aclamado pelos fãs e crítica, é considerado a obra-prima da banda, ou uma delas.
O disco abre com a curta, porém excelente, faixa-título instrumental e parte logo para a doom ''Whatever That Hurts'', alternando muito bem os momentos de peso e calmaria. ''25th Floor'', já mais tradicional do quesito peso chega detonando com grandes riffs mas a maior peça vem logo após: ''Gaia''. Essa canção fala sobre uma espécie de ciclo da Terra, no caso, Gaia, como é chamada por outros povos. Conta com um instrumental impecável e belíssimo, resultado dos teclados siderais e competência da cozinha e guitarras destacando o curioso vocal de Johan Edlund.
O metal contra-ataca com ''Kaleidoscope'' e ''Planets'' e o disco fecha meteoricamente com ''Do You Dream Of Me'' (que, na minha opinião, remete intencionalmente ou não ao fantástico gibi Sandman) e a ''Set The Controls For The Heart Of The Sun'' do Tiamat; ''A Pocket Size Sun''. Incrível canção ela é, aliás.
Um dos registros mais influentes tal a sua genialidade e ousadia dentro do gênero e extremamente prazeroso de ser ouvido. Perfeito.
Um ótimo download!

Tracklist:
01 - Wildhoney
02 - Whatever That Hurts
03 - The Ar
04 - 25th Floor
05 - Gaia
06 - Visionaire
07 - Kaleidoscope
08 - Do You Dream Of Me?
09 - Planets
10 - A Pocket Size Sun

Line-up:
Johan Edlund - Guitarra, vocais
Johnny Hagel - Baixo
Lars Skjöld - Bateria
Magnus Sahlgren - Guitarra solo nas gravações

Download: Tiamat - Wildhoney [1994]

By Alvaro Corpse

The Rolling Stones - Let It Bleed [1969]

Acho que eu nem preciso falar muito sobre a banda, já que é conhecidíssima. A banda britânica de rock n' roll The Rolling Stones foi criada em 1962 com um nome improvisado, e logo que alcançou alguma identidade musical, lançaram discos extremamente criativos e, simplesmente, rock n' roll; com isso, cravaram os seus nomes eternamente na história esse gênero. Discos como ''Aftermath'' [1966] e o fantástico ''Beggars Banquet'' [1968] mostraram o quão os integrantes dessa banda eram criativos, principalmente pela eterna dobradinha de composições Jagger/Richards, ou, se preferir, Glimmer Twins. ''Let It Bleed'', disco que alcançou o topo das paradas no Reino Unido e o terceiro lugar na Billboard Top Pop Albums nos Estados Unidos, recebeu críticas positivas de inúmeras revistas e é considerado um dos melhores 600 albuns do mundo sendo listado no número 32 da lista da revista Rolling Stone e o número 24 da lista da pesquisa dos melhores albuns de acordo com o canal de TV VH1, mostra a banda no seu ápice criativo que, para a nossa sorte, se estendeu em vários discos.
Gravado em novembro de 1968 e em fevereiro até novembro de 1969, produzido por Jimmy Miller (Nirvana, Blind Faith e muitos etc's), ''Let It Bleed'' é um disco de tamanha perfeição, misturando vários estilos ao rock com extrema competência incluindo aí o uso de diversos instrumentos, desde as canções inesquecíveis até a capa, onde é mostrada uma escultura surreal do artista Robert Brownjohn. Devido ao título do disco, até hoje não se sabe se é uma tiração com o otimismo deslocado e a inabilidade de completar o seu album dos Beatles (os Beatles entraram em estúdio na mesma época que os Beatles entraram pra gravar o sucessor de ''Abbey Road'' [1969] ou é uma expressão de solidariedade com a forma de gravar tanto a dos Beatles como a dos Stones.
O disco conta com 9 deliciosas faixas (10, contando com o single de ''Honky Tonk Woman'', providenciado por mim), começando com a semi-explosiva ''Gimme Shelter'', que além de contar com um incrível trabalho de guitarras e vocais (criada a partir do trabalho de Jagger e Richards e da excepcional vocalista Merry Clayton), fala sobre a Guerra do Vietnã como se fosse uma procura por abrigo de uma terrível tempestade (é notável também as citações dos ideais dos anos 60).
O disco segue com ''Love In Vain'', cover do grande Robert Johnson e que caiu como uma luva ao estilo dos Stones. ''Country Honk'' é nada mais nada menos do que uma versão country de ''Honky Tonk Woman'', a boa ''Live With Me'' tem uma letra divertida e a faixa-título, com as suas letras MUITO sugestivas que falam sobre sexo, drogas e rock n' roll. Excelente faixa.
A boa ''Midnight Rambler'' dá uma apaziguada no clima enquanto ''You Got The Silver'', além de falar sobre uma namorada de Richards, tem os vocais liderados pelo próprio gutarrista. ''Monkey Man'', uma canção bem esquisita e que parece ter sido composta num dos sagrados momentos de inspiração dos Stones (durante os passeios na ''montanha prateada'' [risos]), abre alas para uma canção que faz qualquer marmanjo se desfazer em lágrimas: ''You Can't Always Get What You Want''. Uma memorável balada, simplesmente adorável.
Caras, é assim como está escrito na folha dentro da capa do vinil: ''Esse disco deve ser escutado alto.''
Um ótimo download!

Tracklist:
01. Gimme Shelter
02. Love In Vain (Robert Johnson Cover)
03. Country Honk
04. Live With Me
05. Let It Bleed
06. Midnight Rambler
07. You Got The Silver
08. Monkey Man
09. You Can't Always Get What You Want
10. Honky Tonk Woman (Single - Bonus Track)

Line-up:
Mick Jagger - Vocais, vocal de apoio e gaita
Brian Jones - Percussão e autoharp (uma espécie de variação da cítara)
Keith Richards - Violão, guitarra, slide guitar, baixo e vocais
Mick Taylor - Guitarra e slide guitar
Charlie Watts - Bateria
Bill Wyman - Baixo, autoharp e vibrafone
Byron Berline - Violino em ''Country Honk''
Merry Clayton - Vocais e vocal de apoio em ''Gimme Shelter''
Ry Cooder - Bandolim em ''Love In Vain''
Rocky Dijon - Percussão em ''You Can't Always Get What You Want''
Nicky Hopkins - Piano e orgão
Bobby Keys - Saxofone tenor em ''Live With Me''
Al Kooper - Piano, trompa e orgão em ''You Can't Always Get What You Want''
The London Bach Choir - Vocais em ''You Can't Always Get What You Want''
Jimmy Miller - Percussão, tambores e tamborim
Jack Nitzche - Arranjos de coral em ''You Can't Always Get What You Want''
Leon Russel - Piano e arranjo de trompa ''Live With Me''
Ian Stewart - Piano
Nanette Workman - Vocal de apoio em ''Country Honk''

Download: Rolling Stones - Let It Bleed [1969]

By Alvaro Corpse

Sun Of The Blind - Skullreader [2009]

Caros visitantes da Combe, para quem sentiu falta dos meus posts, taí: o fenomenal debut do Sun Of The Blind.

O black metal, com o passar dos anos, de um estilo obscuro e cru passou a ser até vanguardista. A grande gama de elementos avant-garde, ambient, sinfônicos, a fusão com outros estilos (com o thrash metal, por exemplo) etc, permitiu que o gênero se tornasse variado e rico com bandas pioneiras como Burzum e Arcturus. Com uma evolução cada vez maior, mais bandas vão surgindo e de nível cada vez mais alto, e esse é o caso do Sun Of The Blind.
O SOTB é um projeto solo do tipo ''one man band'' do vocalista e guitarrista Zhaaral da banda de black metal/ambient Darkspace, e ''Skullreader'' é a cria dos seus próprios experimentos. O disco é todo instrumental, com apenas 5, porém, longas faixas trabalhando com o black metal, a música ambiente, a música gótica e outras vertentes tanto do rock como vanguardista. Como é comum em muitos discos instrumentais, esse disco simplesmente não enjoa, muito pelo contrário, é muito viciante e os seus quase 50 minutos de duração passam voando.
Um trabalho ousado e interessante, nesses dias onde o gênero anda cada vez mais saturado, e um dos meus discos favoritos de 2009.
Ótimo download!

Tracklist:
01 - Cursed Universe
02 - Lord Of Mind
03 - Fire And Thirst
04 - Ornaments
05 - Vanitas

Line-up:
Zhaaral - Todos os instrumentos

Download: Sun Of The Blind - Skullreader [2009]

By Alvaro Corpse

V.A. - Love Never Sleeps

Bem, está aqui a minha coleção, para os momentos mais inexplicáveis entre você e a sua amada ou você e o seu amado. Para o cara que escreveu isso, só resta mesmo a garrafa de uísque e as lágrimas. [risos]

Espero que curtam e façam bom proveito!

Tracklist:
01 - Siouxie And The Banshees - Dear Prudence (Beatles Cover)
02 - Mötley Crüe - Without You
03 - Oasis - Live Forever
04 - Jack Johnson - Sitting, Waiting, Wishing
05 - Guns N' Roses - Don't Cry (Demo #2)
06 - Garbage - Cherry Lips
07 - Hole - Violet
08 - Dream Theater - I Walk Beside You (Live)
09 - Iommi - Dopamine
10 - Black Label Society - Rust
11 - Kiss - We Are One
12 - Rush - Tears
13 - Velvet Revolver - Fall To Pieces
14 - Depeche Mode - Somebody (Live)
15 - Savatage - Sleep

Download: V.A. - Love Never Sleeps

Alvaro Corpse

Emerson, Lake & Palmer - Brain Salad Surgery [1973]

Bem, olá novamente. Após um longo tempo devido a trocentos problemas, eu volto com um post delicioso e refrescante para todos os passageiros dessa Combe. Um disco audacioso, revolucionário, complexo e único: ''Brain Salad Surgery'', do power-trio Emerson, Lake & Palmer.
Bem, a formação desse supergrupo começa com os shows do The Nice e do King Crimson em 1969, onde Keith Emerson era tecladista e Greg Lake era baixista e vocalista, respectivamente. Depois de vários concertos, os dois se juntaram para formar uma banda mas precisavam de um batera, e o encontraram na figura de Carl Palmer (que na época era membro do famigerado Atomic Rooster); e logo o debut ''Emerson, Lake And Palmer'' [1970] foi lançado. O talentoso e virtuoso trio desfrutava de uma tremenda popularidade e criatividade que duraria até meados dos anos 80, onde a banda começou a se desgastar, e um dos muitos clássicos lançados nessa época é o brilhante e hipnótico ''Brain Salad Surgery''.
Com uma das capas mais criativas e memoráveis da história (cheio de efeitos e materiais adicionais e a arte do curioso ''ciborgue-biológico'' providenciada pelo artisita surrealista H.R. Giger), o album lançado em 1973 conta com cinco faixas incríveis. ''Jerusalem'' é o resultado grandioso da adaptação feita do hino de Hubert Parry baseado no poema de William Blake (no caso, nas letras) e único single. Uma excelente faixa.
O show continua com a insana ''Toccata'', que é uma adaptação para o primeiro Concerto de piano de Ginastera, no caso, o quarto movimento. Complexa e cheia de mudanças de tempo, clima e etc durante a canção; é impossível não reparar a espantosa uniformidade da banda e os arranjos especiais providenciados por Emerson. Após, vem ''Still... You Turn Me On'', uma bela canção de total autoria de Lake, e ''Benny The Bouncer''. Apenas mediana.
O final é apoteótico, perturbador e meteórico com a faixa de quase trinta minutos: ''Karn Evil 9''. ''Karn Evil 9'' se divide em três partes (1st Impression Part 1 e 2 [00:00 até 8:41 termina a primeira parte e a segunda se inicia 08:42 e vai até 13:22], 2nd Impression [13:23 até 20:30] e 3rd Impression [20:31 até 29:38]), onde a primeira fala sobre o fato de todo o mal ter sido banido do mundo porém é totalmente artificial e a segunda é uma faixa instrumental conectando a primeira e a terceira e última parte, onde há uma espécie de guerra entre as máquinas e os humanos. Letras ácidas e fantasiosas habitam as partes como uma ponte entre as idéias, ficando assim carregadas de significado, onde o instrumental louco e intrincado servia como trilha para um verdadeiro fim do mundo.
É muito mais, nesse disco, nunca menos.
Um ótimo download!

Tracklist:
01. Jerusalem
02. Toccata
03. Still... You Turn Me On
04. Benny The Bouncer
05. Karn Evil 9

Line-up:
Keith Emerson - Orgãos, piano, harpsichord, acordeom, sintetizadores Moog e as vozes de computador na terceira parte de ''Karn Evil 9''
Greg Lake - Vocais, violões e guitarras de seis e doze cordas, baixo
Carl Palmer - Bateria, percussão e sintetizadores de percussão

Download: Emerson, Lake & Palmer - Brain Salad Surgery [1973]

By Alvaro Corpse

Shaman - Discografia [2003 - 2008]


Hoje, pra vocês, um dos ápices do metal brasileiro: SHAMAN!


RITUAL [2003]

"Ritual", lançado em 2002, foi o ponto inicial para o Shaman, que contava com o grande Andre Matos, Ricardo Confessori e os irmãos Mariutti (Hugo entrou logo após da formação, enquanto Luís estava junto dos parceiros desde o Angra). Contando com a sempre competente produção de Sascha Paeth (produtor de trocentas bandas e guitarrista do Heaven's Gate) e as inúmeras participações ilutres de nomes como Derek Sherinian, Tobias Sammet e Miro; "Ritual" possui 10 excelentes faixas que se tornaram clássicos do Power Metal.
Desde a abertura épica com Ancient Winds, o disco não fraqueja, mostrando seu poderio. Here I Am, Distant Thunder, For Tomorrow, a power-ballad Fairy Tale e Pride são canções rápidas e pesadas que grudam na cabeça e simplesmente, não se esquece. No mais, o disco é inteiramente muito bom.



RITUALIVE [2003]

O disco de estréia do grupo, "Ritual", já dispensa apresentações por um genuíno disco de Heavy Metal com generosas pitadas melódicas. Mas a reprodução do disco inteiramente ao vivo, contando com participações especiais de Tobias Sammet (Edguy), Marcus Viana (Sagrado Coração da Terra), Andi Deris e Michael Weikath (Helloween), Sascha Paeth (Heaven's Gate, Aina) e George Mouzayek, consolida "RituAlive" não só como uma das maiores peças do Shaman como do metal brasileiro em si, ainda mais por ter sido realizado em pleno início de século XXI, mesmo com o metal já não brilhando mais como antigamente no mundo, e menos ainda em terras tupiniquins.
A gravação de "RituAlive" se deu no dia 5 de abril de 2003, num sábado, na casa de shows Credicard Hall, São Paulo. Percebe-se facilmente como os integrantes são competentes nas performances ao vivo, visto que as músicas foram executadas de forma impecável, sem firulas adicionais e improvisos desnecessários, com a energia que um show de metal proporciona ao público. Andre Matos simplesmente brilha com sua potente voz, enquanto os irmãos Mariutti dão uma pitada agressiva ao som e Ricardo Confessori proporciona uma percussão incrivelmente bem-trabalhada.
Destaco as maravilhosas For Tomorrow, Here I Am, Ritual, Blind Spell e Fairy Tale; as canções escolhidas do Angra (Carry On e Lisbon); além das faixas que contaram com participações especiais, como Sign Of The Cross, Pride e a clássicas das clássicas, Eagle Fly Free. Ao ouvir tal pérola, afirma-se com segurança que "RituAlive" é uma das melhores gravações ao vivo do metal brazuca!



REASON [2005]

O Reason é o segundo e último disco do Shaman. Agora, se declaram "Shaaman", pois já havia uma banda chamada Shaman e o "conselheiro espiritual" da banda aconselhou o outro A por motivos diversos.
Muito diferente do Ritual, o Reason é um álbum mais cru. Deixando de lado grande parte das influências powermetalísticas, o pau come solto em grande parte do disco. Turn Away e Born To Be são grandes exemplos de que o heavy metal se dá bem mesmo com a melodicidade característica dos sons de Andre Matos. Innocence dispensa comentários, sendo uma das grandes faixas do disco.
Apesar de não ter sido muito bem aceito pela crítica e pelos fãs, não é um trabalho entregue ao espectador "de mão beijada" como o ritual. Reason precisa de análise e paixão para ser apreciado. Não espere muita coisa se não estiver disposto a decrifrá-lo.



IMMORTAL [2008]

Há algum tempo, rodou por aí a história de que Ricardo Confessori, baterista da banda e colega de Luís Mariutti (baixo) e Andre Matos (vocal) desde os tempos do velho Angra, estava abusando de drogas na turnê do Reason, por volta de 2005, pois suas performances estavam deficientes. Por isso, depois de várias reuniões da banda, decidiu-se por demitir Confessori. Porém, no início da banda, foi o próprio quem ficou responsável pela papelada... e pelo nome da banda. Quem demitiu foi ele, ficando único na banda, e contratando em seguida os músicos Thiago Bianchi (Karma) nos vocais, Léo Mancini (ex-Tempest) nas guitarras e Fernando Quesada no baixo.
Confessori, em entrevistas antes do lançamento, disse que o Immortal resgataria o antigo Shaman do Ritual. Mero engano. Não há nenhuma música daquelas que faz você cantarolar no banho ou no ônibus de tão melosas. Mesmo assim, é um trabalho bom. Finalmente uma canção totalmente acústica como The Yellow Brick Road, um dos pontos altos do disco, com uma percussão marcante e os belos vocais de Bianchi, que apesar de variar muito seu estilo, faz um bom trabalho ao longo do disco inteiro. Músicas como Strengh, com um riff violentíssimo, e Tribal By Blood, muito pesada, mostram a técnica de Léo Mancini, que veio de um cenário hard rock e trouxe muita criatividade para a banda. Immortal mostra que o estilo de Confessori foi reinventado, agora mais maduro. One Life, além de uma puta introdução, deu espaço para que Quesada mostrasse que a nova geração também sabe fazer um som de boa qualidade. As linhas de baixo da música são excelentes!
O velho Shaman morreu, mas o novo nasceu e não é nada mal. ;)


Por Alvye, Silvye e Lovye :D

Electric Wizard - Dopethrone [2000]

O stoner rock/metal e a sua fusão com o poderoso doom metal é um gênero que possui muitos adeptos - porém, até hoje está no underground. Algumas bandas ainda conseguem levar para fora da obscuridade o estilo, como o Kyuss, Monster Magnet, The Sword, entre outras, mas uma das bandas mais tradicionais e que leva o título de ''uma banda absurdamente alta'' é o Electric Wizard.
Fundado em Dorset na Inglaterra pela junção do vocalista e guitarrista Jus Oborn, do baixista Tim Bagshaw e do batera Mark Greening, o debut foi lançado como um power-trio com Oborn nos vocais e guitarra e o time Bagshaw/Greening na cozinha. Essa formação continuou até ''Let Us Prey'' [2002] deixando um legado de ótimos registros e a substituição por músicos também muito competentes, vide a grande guitarrista Liz Buckingham (que já integrou o 13 e é guitarrista do Sourvein). Porém, em 2000, um disco aclamado pela crítica e considerado um dos discos mais viscerais do doom/stoner metal é lançado pelo Electric Wizard, e que é recomendado para que, se você tiver coragem, colocar no volume máximo: o sobrenatural ''Dopethrone''.
Com uma sonoridade mais puxada para o doom metal e a voz de Oborn mais distorcida, ''Dopethrone'' é totalmente acessível para os fãs de uma psicodelia intensa (me apropriando agora dos termos do nosso camarada Bruno Gonzalez) e de música pesada. Os destaques vão para ''Vinum Sabbathi'', a apocalíptica ''Funerapolis'', ''Barbarian'' e as viagens ''Weird Tales'' e ''I, The Witchfinder''.
Clássico, uma verdadeira catarse brutal.
Um ótimo download!

Tracklist:
01. Vinum Sabbathi
02. Funeralopolis
03. Weird Tales
I. Electric Frost
II. Golgotha
III. Altar Of Melektaus
04. Barbarian
05. I, The Witchfinder
06. The Hills Have Eyes
07. We Hate You
08. Dopethrone

Line-up:
Jus Oborn - Vocal, guitarra
Tim Bagshaw - Baixo
Mark Greening - Bateria

Download: Electric Wizard - Dopethrone [2000]

By Alvaro Corpse

Quiet Riot - Metal Health [1983]


Formado em 1973 por Kevin DuBrow, Randy Rhoads (Ozzy Osbourne) e Kelly Gami, o Quiet Riot é, sem dúvidas, uma das bandas mais lendárias do Heavy Metal. Seu legado permanece até hoje por ter sido a primeira banda de metal a atingir o 1° lugar das paradas americanas. E o álbum que teve a capacidade de chutar "Thriller" do Michael Jackson e "Synchronicity" do The Police do topo das paradas é o mesmo que trago nessa repostagem (agora, em boa qualidade - 320kbps).

"Metal Health", lançado em março de 1983, é um genuíno disco de Heavy Metal com generosas pitadas de Hard Rock. A banda já era bem experiente e contava com uma boa reputação e um relativo sucesso na cena de Los Angeles, além dos seus primeiros discos terem sido lançados no Japão pela CBS Records. Só que "Metal Health" é um divisor de águas na carreira do Quiet Riot por ter sido, definitivamente, o divisor de águas do grupo, por trazer a fama à banda em termos mundiais (especialmente nos Estados Unidos) e gerar uma turnê abrindo para o Black Sabbath, subseqüentemente permitindo que o Riot seja a banda principal e tivesse o Queensrÿche como banda de abertura.

Apesar das formações anteriores do grupo ter contado com o lendário Randy Rhoads e outros competentes músicos, afirmo serenamente que a formação responsável por esse álbum é a melhor que já passou pela banda (e olha que a lista de músicos que passaram pelo Riot é enorme), contando com o também virtuoso Carlos Cavazo na guitarra, o eficiente Rudy Sarzo no baixo e o animalesco Frankie Banali nas baquetas - cujo modo de tocar lembra, em muitos momentos, John Bonham (Led Zeppelin) e Eric Carr (Kiss), além do óbvio Kevin DuBrow.

A faixa de maior sucesso do grupo, ironicamente, é uma releitura de uma canção que nenhum integrante queria gravar por ninguém gostar da versão original: Cum On Feel The Noize, do Slade. Por insistência do produtor Spencer Proffer, a faixa foi gravada e até mesmo os músicos gostaram do resultado final. Ao meu ver, a versão do Quiet Riot é infinitamente superior à do Slade, mesmo eu gostando desta. Toda a energia da banda se resume ali, principalmente nas performances ao vivo da mesma. No entanto é um engano drástico pensar que tanto o álbum como a carreira do grupo se baseia apenas em Cum On Feel The Noize.

O disco proporciona músicas fantásticas, distintas entre si, apresentando maleabilidade e criatividade ímpares - a começar pela clássica Metal Health (Bang Your Head) e as energéticas Slick Black Cadillac (antiga música da banda, originalmente gravada com Rhoads e aqui regravada com Cavazo), Run For Cover e Let's Get Crazy. As baladas Don't Wanna Let You Go e Love's A Bitch, além da mezzo-balada (como diria o saudoso Alvaro Corpse) Breathless, quebram o clima em ótimas partes, mostrando a versatilidade do Riot. Mas, no quesito balada, é impossível bater a emocionante Thunderbird, feita em homenagem ao já falecido Randy Rhoads e onde DuBrow dá um show à parte, tanto na composição como na belíssima interpretação.

Mesmo que o sucesso do Quiet Riot tenha demorado, é um sucesso que veio pra ficar, por se tratar de uma banda revolucionária em aspectos comerciais. Com vocês, uma das pepitas mais valiosas do Heavy Metal! Bang your fuckin' head!

Tracklist:
01. Metal Health (Bang Your Head)
02. Cum On Feel The Noize
03. Don't Wanna Let You Go
04. Slick Black Cadillac
05. Love's A Bitch
06. Breathless
07. Run for Cover
08. Battle Axe
09. Let's Get Crazy
10. Thunderbird

Line-up:
Kevin DuBrow - vocal
Carlos Cavazo - guitarra, backing-vocals
Rudy Sarzo - baixo, sintetizador
Frankie Banali - bateria, percussão, backing-vocals
Chuck Wright - baixo em 1 e 3, backing-vocals
Pat Regan - teclado


Silver

Da esquerda para a direita:
Rudy Sarzo, Frankie Banali (cima),
Carlos Cavazo e Kevin DuBrow (baixo)

Virgin Black - Requiem - Mezzo Forte [2007]

A história do Virgin Black começa em Adelaide, na terra dos cangurus, Austrália. A banda, formada pela excelente guitarrista Samantha Escarbe e o excepcional vocalista e tecladista Rowan London são criadores de um som fúnebre e carregado de emoção mas, ao mesmo tempo, terrívelmente pesado e essa combinação de doom metal e música clássica misturadas a uma sonoridade gótica é a fórmula do Virgin Black.
O primeiro lançamento veio com uma demo em 1995 de sonoridade totalmente doom/death e, logo após a EP ''Trance'' [1998], o debut ''Sombre Romantic'' [1999] já está nas prateleiras. Depois de uma longa turnê, o também fantástico ''Elegant... And Dying'' [2003] foi lançado, com Escarbe também tocando violoncelo. O próximo projeto da banda foi anunciado em 2006, a trilogia Requiem. Os três discos (em ordem de progressão) são ''Requiem - Pianíssimo'' [2009/ainda será lançado provavelmente em 2009], ''Requiem - Mezzo Forte'' [2007] e ''Requiem - Fortíssimo'' [2008], que foram lançados de forma diferente da prevista. O disco que eu trago para vocês é a segunda parte da trilogia, ''Mezzo Forte'', que na minha opinião, é um disco perfeito e o melhor da banda.
Esse disco tem um flerte muito forte com a música clássica que, apesar de se apresentar nos outros discos como um elemento fundamental, aqui é realmente acentuada essa influência. ''Requiem, Kyrie'' possui um instrumental perfeito e uma sonoridade etérea sem se mostrar chata (que é o maior motivo do insucesso de bandas do circuito sinfônico) e coros maravilhosos. Vale destacar também a sempre boa atuação de London no piano e os seus vocais fortes.
Em ''In Death'' a coisa muda de figura, com arranjos mais perversos e uma dose de peso a mais da guitarra de Escarbe, puro doom metal. Clássico, no caso. ''Midnight's Hymn'', assim como ''Requiem, Kyrie'', é uma faixa de música clássica com arranjos variados e a voz de London marcando presença maior. A canção a seguir, ''...and I Am Suffering'' é, sem dúvida, uma das mais criativas do álbum, com a música clássica e o heavy metal em essência no seu ápice. A que eu considero a melhor canção do álbum e é, sem dúvida, um dos hinos da banda.
''Domine'', em minha opinião, é a mais agitada do álbum, com a bateria mais destacada e assustadores riffs (no bom sentido, claro). O final do álbum, com a fantástica "Lacrimosa (I Am Blind With Weeping)" e a quase vinheta ''Rest Eternal'', é apoteótico, simplesmente belo.
Para mim (e espero que para vocês também), esse disco se resume em uma frase: um dos melhores discos que já ouvi e o melhor de 2007.
Um ótimo download!

Post dedicado a mui amiga e nova fã de Virgin Black, Kami.
Porque, entre loucos, bicas e dilaceradores mentais há sempre alguém que nos conforta.

NOTA: Para os fãs de Gamma Ray e Virgin Black, aguardem, que virão posts bem especiais!

Tracklist:
01. Requiem, Kyrie
02. In Death
03. Midnight's Hymn
04. ...and I Am Suffering
05. Domine
06. Lacrimosa (I Am Blind With Weeping)
07. Rest Eternal

Line-up:
Rowan London - Vocal, teclado
Samantha Escarbe - Guitarras, violoncelo
Grayh - Baixo
Luk Faz - Bateria

Download: Virgin Black - Requiem - Mezzo Forte [2007]

By Alvaro Corpse

Derek Sherinian - Molecular Heinosity [2009]

O chamado ''Rei Dos Teclados'' Derek Sherinian ataca novamente em 2009, com o bom ''Molecular Heinosity''. Músico extremamente conceituado, que já trabalhou com centenas de instrumentistas de renome como Billy Sheehan, Zakk Wylde, Steve Lukather, Brian Tichy, Al Di Meola e participou de grandes discos de bandas maiores ainda como o Kiss, Alice Cooper, Yngwie Malmsteen, Ayreon, Dream Theater e esses são apenas exemplos.
Sherinian substituiu Kevin Moore nos teclados do Dream Theater, onde gravou faixas cheias de feeling, principalmente em ''Falling Into Infinity'' [1997]. Entretanto, ele foi despedido em janeiro de 1999, mas deixou um legado dessa época no supergrupo de rock progressivo Platypus, que contavam com feras como John Myung, Ty Tabor e Rod Morgenstein, lançando dois albuns. Nesse meio tempo entre o debut do Platypus, Sherinian lançou seu primeiro album solo chamado ''Planet X'' [1999] e juntamente com o batera australiano Virgil Donati montaram o Planet X, chamando o afiado guitarrista Tony MacAlpine para completar o time. Desde o debut solo, Sherinian continua lançando albuns em parceria com espetaculares line-ups e ''Molecular Heinosity'' prima em qualidade justamente por esse fator: a diversificação sutil e cheia de marcas juntamente com o prog venenoso das teclas de Sherinian.
''Antarctica'' abre o disco com muita qualidade e teclados indefectíveis. ''Ascension'' serve mais como faixa de ligação e passa despercebida, porém, a faixa seguinte, ''Primal Eleven'', prima inicialmente mas desanda em certa parte da canção. Um pouco longa demais.
''Wings Of Insanity'' é uma das melhores do album, bem energética desde o início, ''Frozen By Fire'' é uma faixa ao estilo neo-clássico, possui brilho com as suas guitarras ''Malmsteenianas''. ''The Lone Spaniard'' é outra faixa que fica meio apagada e daí pra frente o clímax do disco se dá com a introdução ''Molecular'' até alcançar o ápice com a faixa-título e a última canção, ''So Far Gone'', que possui um ritmo contagiante e um instrumental exemplar e, como se tudo não estivesse já no máximo, o vocal inconfundível do guitarrista Zakk Wylde dá o toque matador na canção.
Metal e rock de primeira, músicos de primeira, tecladista de primeira.
Um ótimo download!

NOTA: Agradeço aos caros visitantes gfranzotti e Gustavo Roos pelas informações do line-up, foram realmente muito úteis!

Tracklist:

01. Antarctica
02. Ascension
03. Primal Eleven
04. Wings Of Insanity
05. Frozen By Fire
06. The Lone Spaniard
07. Molecular (Intro)
08. Molecular Heinosity
09. So Far Gone

Line-up:
Derek Sherinian - Teclados
Zakk Wylde - Guitarra, vocal em ''So Far Gone''
Virgil Donati - Bateria
Brian Tichy - Bateria, guitarra
Tony Franklin - Baixo Fretless

Download: Derek Sherinian - Molecular Heinosity [2009]

By Alvaro Corpse

Dream Team: Zakk Wylde, Steve Lukather e Derek Sherinian.

Slipknot - IOWA [2001]

O Slipknot é uma banda que faz parte do famigerado new metal. Com uma carreira de sucesso, duas demos matadoras e dois albuns idem e, apesar de detestar a nova fase dos caras que é desde o ''Vol. 3: (The Subliminal Verses)'' [2004] adiante, os primeiros discos da banda são aqueles que repousam no coração dos fãs, como os mais brutais e os que plantam a raiva (mas não a santa raiva) na mente dos fãs. ''IOWA'', um verdadeiro discão, lançado em agosto de 2001, cumpre o seu papel de ''faster, harder'' e quando você começar a destruir o seu quarto, não estranhe.
''IOWA'' é considerado um dos discos mais pesados do Slipknot, ''People = Shit'' (apesar do título ridículo), a clássica ''Disasterpiece'', ''My Plague'' entre outras estão aí cumprindo com maestria esse papel. Detalhe para a clássica ''Left Behind'', além de ter um dos clipes mais legais que eu já vi e ter uma excelente letra, do início ao fim da canção você parece estar sendo possuído pela raiva (mas não a santa raiva [2]). ''The Heretic Anthem'' é porrada pra caramba e tem uma letra que fica martelando surante séculos, da mesma forma que ''New Abortion'' e ''Metabolic'' dá passagem a longa faixa-título.
Um dos clássicos do new metal. Simplesmente inesquecível.
Um ótimo download e agora gritem: SUBLIMINAL = SHIT!

Tracklist:
01. (515)
02. People = Shit
03. Disasterpiece
04. My Plague
05 - Everything Ends
06 - The Heretic Anthem
07 - Gently
08 - Left Behind
09 - The Shape
10 - I Am Hated
11 - Skin Ticket
12 - New Abortion
13 - Metabolic
14 - Iowa

Download: Slipknot - IOWA [2001]


By Alvaro Corpse