Richie Kotzen - Something to Say [1997]


Tá aí um cara que acho que a gente nunca postou por aqui, um absurdo, diga-se de passagem, mancada nossa (risos). Interessante notar como Richie Kotzen consegue fazer diferentes trabalhos durante a carreira, mas sempre com alto padrão de qualidade. Depois de muito Hard, Jazz e Fusion, Something to Say realça a veia mais Classic Rock. Podemos perceber facilmente um som mais básico, melodias simples, passagens de Hammond, enfim, uma viagem aos bons tempos – até mesmo na capa onde ele parece que acordou logo depois de entornar uns dez litros na noite anterior.

Esse é um disco mais “na manha”, sem bululus, com uma levada bem acessível até mesmo a quem não assimila o lado mais pesado nem o mais trabalhado de Kotzen. Aqui ele consegue se afirmar como compositor e vocalista, dois aspectos que sempre foram encobertos por sua magistral competência técnica nas seis cordas. Falando nisso, é importante citar que com exceção da bateria (tocada pelo fiel escudeiro Atma Anur, presença sempre confirmada) Richie gravou simplesmente todos os instrumentos, mostrando mais uma vez que é um músico acima da média.

E o clima fica claro desde a abertura com a faixa-título, que tem um videoclipe que casa perfeitamente com a proposta, assistam e comprovarão. Na seqüência a ótima “What Makes a Man”, com uma levada cativante. Outro destaque vai para a bela e triste “Rust”, uma das músicas mais conhecidas da carreira-solo de Kotzen, presença garantida nos setlists até hoje e com uma letra que exprime sentimentos pelos quais todo cara já passou ao menos uma dezena de vezes na vida. “Ready” é outra daquelas que conquista desde o início e conta com um refrão daqueles que é ouvir uma vez e não esquecer mais.

Eu poderia até destacar outras, mas é desnecessário. Esse é um daqueles álbuns que se você gostou de uma música, com certeza vai gostar de todas. Something to Say está entre os melhores trabalhos da extensa discografia de Richie Kotzen. E pode agradar os fãs dos mais variados estilos por ser um dos mais acessíveis.

Richie Kotzen (vocals, guitars, bass, keyboards, piano)
Atma Anur (drums)

01. Something to Say
02. What Makes a Man
03. The Bitter End
04. Faded
05. Let Me In
06. Rust
07. Ready
08. Aberdine
09. Holy Man
10. Camouflage
11. Turned Out

60 MB
192 kbps

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Freddie Mercury - Mr. Bad Guy [1985] e Kiss - The Elder Sessions [1981]


Há exatos 18 anos (24/11/1991), o mundo perdeu dois grandes astros do rock: Freddie Mercury, o eterno frontman do Queen, e Eric Carr, o fantástico ex-baterista do Kiss. Freddie faleceu devido a complicações respiratórias causadas pela AIDS e Eric, por conta de um raro câncer no coração.

Até hoje, ambos são lembrados com carinho por todos, pois deixaram registros musicais de qualidade exuberante e fãs por todos os cantos do planeta. Fica aqui a minha singela homenagem, em nome da Combe do Iommi, a esses verdadeiros rockstars!

Freddie Mercury - Mr. Bad Guy [1985]

Freddie Mercury foi a alma que liderou o Queen? ERRADO! Até mesmo o nosso querido Faroukh Bulsara afirmou que a banda era um time, cada um era tão importante quanto o outro. Portanto já começo esse texto dizendo que, em "Mr. Bad Guy", não espere nada muito parecido com o Queen - talvez se assemelhe em alguns pontos com alguns discos da banda feitos na década, mas nada muito profundo.

"Mr. Bad Guy" foi gravado entre 1984 e 1985, após o fim da turnê de divulgação para "The Works", do Queen. Como nunca havia lançado algum trabalho solo, Freddie aproveitou o hiato entre o fim dessa turnê e o início das gravações para "A Kind Of Magic" para investir no álbum.

Como dito anteriormente, não espere nada muito parecido com o Queen: "Mr. Bad Guy" é um álbum perfeito para tirar os móveis da sala e dançar ao estilo "discoteca anos oitenta". Foi feito pra se curtir, independente de rótulo. A influência da disco music aliada às ótimas composições, à perfeita voz de Mercury e ao competente time de músicos de estúdio responsáveis pelo instrumental tornam esse trabalho simplesmente fantástico.

Previsivelmente, "Mr. Bad Guy" foi um sucesso de vendas, chegando a ficar mais de 20 semanas nas paradas inglesas e japonesas, sem contar que os hits "I Was Born To Love You", "Made In Heaven", "Living On My Own" e "Love Me Like There's No Tomorrow" viraram febre, principalmente no Reino Unido.

Vale lembrar que as já citadas "I Was Born To Love You" e "Made In Heaven" foram regravadas pelos integrantes remanescentes do Queen - mantendo apenas os pianos e a voz de Freddie - e lançadas no último trabalho da discografia da banda, intitulado "Made In Heaven".

Vindo de Freddie Mercury, só se pode esperar música boa. Não hesite em conferir essa verdadeira pepita!

01. Let's Turn It On
02. Made In Heaven
03. I Was Born To Love You
04. Foolin' Around
05. Your Kind Of Lover
06. Mr. Bad Guy
07. Man Made Paradise
08. There Must Be More To Life Than This
09. Living On My Own
10. My Love Is Dangerous
11. Love Me Like There's No Tomorrow

Freddie Mercury - vocal, piano, sintetizadores
Fred Mandel - guitarra base, piano, sintetizadores
Paul Vincent - guitarra solo
Curt Cress - bateria
Stephan Wissnet - baixo
Jo Burt - baixo fretless em "Man Made Paradise"
Rainer Pietsch - arranjos de "Mr. Bad Guy"
Mack e Stephan Wissnet - programação de bateria, Fairlight CMI

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(36,5mb ~ 128kbps)


Kiss - The Elder Sessions [1981]

Mais material da banda mais quente do mundo para vossas senhorias. Dessa vez, uma rara coleção de outtakes compilada durante as gravações daquele que viria a se tornar o álbum mais cult do Kiss e o mais adorado por muitos fãs.

"Music From The Elder" mostra os quatro cavaleiros do apocalipse em uma roupagem diferentíssima, mais séria e apurada, musicalmente falando. O disco até hoje não é bem recebido por vários admiradores do grupo, mas é adorado por muitos outros e foi muito bem acolhido pela crítica da época.

Esse período foi regado por vários atritos entre os integrantes. O até então novato Eric Carr e o guitarrista Ace Frehley não aceitavam a gravação de "Music From The Elder" pois queriam voltar ao rock n' roll cru e festeiro feito pela banda até o clássico "Love Gun", enquanto os "chefões" Paul Stanley e Gene Simmons optaram por gravar este disco que, até hoje, é considerado um fiasco e um erro na carreira do Kiss por eles mesmos (e inúmeros fãs, como eu, discordam).

Conclusão: Ace Frehley acabou saindo da banda no ano seguinte ao lançamento do álbum e, como era de se esperar, a banda voltou ao rock n' roll pesado em "Creatures Of The Night".

Apesar dos vários atritos, nota-se em "The Elder Sessions" que, apesar dos vários atritos entre os integrantes, esse período é um dos mais incríveis do grupo. Composições criativas, músicas perfeitas, ótimas linhas vocais e muita competência tomam conta da atmosfera dessas sessions.

Torna-se perceptível em canções como "Just A Boy", "Every Little Piece Of Your Heart" (que se tornaria "A World Without Heroes") e "Nowhere To Run" (só lançada posteriormente, na meia-coletânea "Killers") que Stanley e Simmons estavam tentando dar o melhor de si, principalmente pelas composições. Eric Carr, como SEMPRE, estava destruindo a tudo e a todos com as baquetas. E mesmo desconexo da atmosfera dos outros membros, Frehley obteve êxito em faixas como "Heaven" (que originou "Breakout", canção de seu primeiro disco solo), "Don't Run" e os vários takes instrumentais presentes, entre outras.

Download indispensável para qualquer fã da banda. Se não é fã, recomendo começar pelo "Alive!" ou pelo "Destroyer"... [risos]

CD 1:
01. Don't Run (Take 1)
02. Don't Run (Take 2)
03. Every Little Piece Of Your Heart (Instrumental)
04. Every Little Piece Of Your Heart
05. Heaven (Take 1)
06. Heaven (Take 2)
07. Just A Boy (Alternate Organ Mix)
08. Just A Boy (Full Mix 1)
09. Just A Boy (Full Mix 2)
10. Just A Boy (Guitars)
11. Just A Boy (Instrumental Take 1)
12. Just A Boy (Instrumental Take 2)
13. Just A Boy (Instrumental Take 3)
14. Just A Boy (Partial Attempt With Bass)
15. Just A Boy (Partial Attempt With Bass 2)
16. Just A Boy (Partial Attempt With Chimes)
17. Just A Boy (Partial Attempt)
18. Just A Boy (Partial Interupted Attempt)
19. Just A Boy (Partial Vocal)
20. Just A Boy (Partial Vocal 2)
21. Just A Boy (With Guide Vocal)
22. Nowhere To Run

CD 2:
01. Untitled Instrumental
02. Untitled Instrumental (Take 2)
03. Untitled Instrumental (Take 3)
04. Untitled Instrumental 2
05. Untitled Instrumental 2 (Take 2)
06. Untitled Instrumental 2 (Take 3)
07. Untitled Instrumental 3
08. Untitled Instrumental 3 (Take 2)
09. I (Guts Edit)
10. The Oath (Live On Fridays)
11. A World Without Heroes (Live On Fridays)
12. I (Live On Fridays)

Gene Simmons - vocal, baixo, guitarra base, backing vocals
Paul Stanley - vocal, guitarra base e solo, backing vocals
Ace Frehley - vocal, guitarra base e solo, backing vocals
Eric Carr - bateria, percussão, backing vocals
Bob Ezrin - teclados
Allan Schwartzberg - bateria em "I (Guts Edit)"

DOWNLOAD
(90,7mb ~ 128kbps)


by Silver


Thin Lizzy - Fighting [1975]

Bem, todos já devem estar carecas de saber sobre a história de Phil Lynott e o Thin Lizzy, de seu sucesso, seu legado e de seus hits também, portanto, acho que é totalmente desnecessário falar qualquer coisa sobre qualquer um desses assuntos.

Depois do sucesso dos álbuns "Vagabonds Of The Western World" e "Nightlife", o Lizzy passou por algumas mudanças em seu som, já, que até no disco anterior, tínhamos um som bem mais puxado para o Folk e o Blues, que para o Hard Rock de fato. Em "Fighting", o foco definitivamente era o Hard Rock, com riffs pesados por parte de Scott Gorham e Brian Robertson, além dos tradicionais solos dobrados; o baixo de Lynott com uma maior presença, além de distorções em algumas músicas; e a bateria técnica de Brian Downey, que ficou com uma pegada bem mais forte. Claro, as influências de Blues e Folk estão presentes, além de uma puxada bem R&B em certas canções, mas claro, elas estão bem menores do que anteriormente.

O disco trouxe uma enxurrada de músicas maravilhosas, com muitíssimo feeling e um clima mais festivo que os anteriores, com músicas mais descompromissadas e divertidas, características que viriam a marcar os discos do Lizzy dali pra frente.
Além disso, "Fighting" foi o primeiro disco deles a fazer modesto sucesso internacional, chegando à 60ª posição nas paradas inglesas, e tendo boa repercussão pelos Estados Unidos também, abrindo as portas para o muitíssimo bem sucedido "Jailbreak", que faria um estrondoso sucesso por lá, algum tempo depois.

Os destaques, ficam com as clássicas "Wild One", "Suicide", "Fighting My Way Back", além de ótimas músicas como "The Ballad Of A Hard Man", "Silver Dollar" e "Rosalie", uma regravação de Bob Seger, e que é uma das melhores músicas do Lizzy, na minha opinião.

Como eu falo sempre, Thin Lizzy é uma superação do bom gosto para Rock 'N' Roll, sendo de bom gosto para fãs de qualquer estilo musical, e "Fighting" é um discasso!

1. Rosalie
2. For Those Who Love To Live
3. Suicide
4. Wild One
5. Fighting My Way Back
6. King's Vengeance
7. Spirit Slips Away
8. Silver Dollar
9. Freedom Song
10. The Ballad Of A Hard Man

Phil Lynott - Vocais, baixo, violão em "Wild One"
Brian Robertson - Guitarra, backin' vocals
Scott Gorham - Guitarra
Brian Downey - Bateria, backin' vocals

Download (67MB ~ 320kbps)
Senha: http://combedoiommi.blogspot.com

Bruno Gonzalez

Capa americana. Menos putões que a original. [risos]