Jeff Scott Soto - B-Sides


Sou suspeito pra falar desse cidadão, pois acompanho seu trabalho há anos e a satisfação é sempre garantida, afinal de contas, quem tem talento prova em qualquer momento (até rimou – risos). Conhecer o trabalho de Jeff Scott Soto a fundo traz duas situações ao ouvinte. A boa é que ele participou de tantos projetos em sua frutífera carreira, que você acaba tendo uma grande gama de opções, seja no Hard Rock, no Heavy Metal, no AOR, enfim. A ruim é que para acompanhar tudo isso pode acabar sendo impossível, pois o nome do cantor está em tantos projetos que seguir sua carreira de maneira minuciosa é uma tarefa árdua. Então, nessas horas, a gente faz o que pode e compila aqui vários b-sides, out-takes e participações em tributos pra fazer a festa daqueles que admiram uma das melhores vozes do Rock contemporâneo.

Temos nessa coletânea gravações de diferentes épocas e estilos, mas todas com o “Padrão JSS de qualidade”. Os arquivos são grandes, mas vale a pena a espera para conferir mais uma daquelas figuras que está virando figurinha carimbada em shows por todo o Brasil. Quem sabe ele não faz que nem o Paul Di’Anno e dá uma passada pela Silver’s Land uma hora dessas XD.

CD1 (195 MB)

01. Set Me Free [Unreleased track from PANTHER "Panther", 1986]
02. Act Of Sympathy [Unreleased track from GARY SCHUTT "Sentimental", 1994]
03. Highway To Nowhere [Unreleased track from GARY SCHUTT "Sentimental", 1994]
04. Mental Ward [Unreleased track from GARY SCHUTT "Sentimental", 1994]
05. Hush [From "Smoke On The Water" - Tribute To DEEP PURPLE, 1994]
06. Arms Of Love [From HOLLYWOOD UNDERGROUND "Hollywood Underground", 1996]
07. Always B Mine [Japan Bonus track from TAKARA "Blind In Paradise", 1998]
08. Dance The Night Away [Japan Bonus track from TAKARA "Blind In Paradise", 1998]
09. So This Is Love [From "Hot For Remixes" - Tribute To VAN HALEN, 1999]
10. So This Is Love [From "Little Guitars" - Tribute To VAN HALEN, 2000]
11. Shot In The Dark [From "Bat Head Soup" - Tribute To OZZY, 2000]
12. Cryin' [From "Let The Tribute To The Talking" - Tribute To AEROSMITH, 2001]
13. Desert Island [From "Warmth In The Wilderness" - Tribute To JASON BECKER, 2002]
14. Love Dominion [Japan Bonus track from HUMANIMAL "Humanimal", 2002]
15. Us And Them [From "An All-Stars Lineup Performing The Songs Of PINK FLOYD", 2002]
16. The Story Of Love [Duet from KEN TAMPLIN AND FRIENDS "Wake The Nations", 2003]
17. Time [Japan Bonus track from TALISMAN "Cats And Dogs", 2003]
18. Prisoner [Duet with Bob Harris from EDGE OF FOREVER "Feeding The Fire", 2003]

CD2 (183 MB)

01. What You Gonna Do [Duet with Chris Catena from CHRIS CATENA "Freak Out!", 2003]
02. In The Final Hour [From LAUDAMUS "Lost In Vain", 2003]
03. All Wound Up [Unreleased Track from MELODIC ROCK Compilation Vol. 1, 2003]
04. Problem Child [From "We Salute You" - Tribute to AC/DC, 2004]
05. Aces High [From "Numbers From The Beast: An All-Star Salute To IRON MAIDEN", 2004]
06. Love Is Like Oxygen [From "The Sweet According To Sweden - Tribute To SWEET", 2004]
07. Doctor Doctor [Taken from MSG "Heavy Hitters", 2004]
08. Turned The Page [Japan Bonus track from JEFF SCOTT SOTO "Lost In Translation", 2004]
09. Save Me [From Unreleased JSS "QUEEN" EP, & "Dragon Attack - Tribute To QUEEN", 1997]
10. Bohemian Rhapsody [From Unreleased JSS "QUEEN" EP]
11. Show Must Go On [From Unreleased JSS "QUEEN" EP]
12. I Want It All [From Unreleased JSS "QUEEN" EP]
13. Somebody To Love [From Unreleased JSS "QUEEN" EP]
14. Save Me (Acoustic) [From "Tie Your Remix Down" - Tribute To QUEEN]
15. Edge Of The Blade [From "Tribute To JOURNEY"]
16. Under Fire [Bonus Track From ALEX MASI "Attack Of The Neon Shark", 1989]

320 kbps

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Almah - Fragile Equality [2008]

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Deixando de ser o projeto de solo do Edu Falaschi (Symbols, Angra), integraram-se à banda quatro músicos: Felipe Andreoli, baixista, colega de Edu há certo tempo no Angra; Marcelo Barbosa, guitarrista da banda Khallice, que participou de parte da turnê do primeiro álbum do Almah; Paulo Schroeber, guitarrista da banda Naja; e Marcelo Moreira, baterista da Burning In Hell.
O clássico ditado "a primeira impressão é a que fica" é literalmente quebrado com o Fragile Equality. A obra é completamente mutável, podendo ser explorada e admirada de diversos ângulos muito divergentes, característica forte presente no primeiro disco do Almah (quando ainda era um projeto apenas de Edu Falaschi). Edson Rocha, do Novo Metal, definiu essa sensação perfeitamente:

"... não se surpreenda se você não gostar do álbum logo de cara. Não que seja um trabalho confuso ou complexo, mas porque ele necessita de algumas repetições até que o seu ouvido equalize confortavelmente todas as passagens do CD. Mas não se preocupe, pois na segunda ouvida você já vai estar entendendo algumas melodias, na terceira vai estar cantando alguns refrões e a partir da quarta o negócio vai começar a fazer quase todo o sentido."

Quando você se acostumar, verá que o álbum não é só o que parece. Rotular esse excelente trabalho é difícil: é uma grande mistura de Kamelot, Blind Guardian, Metallium e, é claro, a pitada brasileira de metal que faz fãs tremerem casas de show no país inteiro.
O álbum conta com três baladas: All I Am, que pode ser interpretada como um grande desabafo, mas se mostra uma canção extremamente cativante; a pesada (?) Invisible Cage, que já entra num ambiente mais "folk", sendo um dos momentos altos de Marcelo Moreira no álbum (seria essa música uma balada mesmo?); e Shade Of My Soul, a verdadeira tristeza do álbum, com um solo apaixonante e os vocais de Edu se mostrando, como sempre, versáteis. Fora elas, músicas como Birds of Prey, Meaningless World e Magic Flame têm um ar mais épico, lembrando, como disse anteriormente, as grandes bandas de metal melódico (Angra está nessas!). A pauleira fica por conta de Torn, uma das mais pesadas do álbum, Fragile Equality, com o refrão meloso apresentando os baixos cada vez melhores de Felipe Andreoli, e minha favorita: You'll Understand, que foi lançada um pouco antes do álbum só pra aumentar o fogo na fogueira. A música foi extremamente bem recebida e definitivamente merece destaque. A introdução dos trovões com um cravo sintetizado abrem o palco para a grande obra-prima da banda. Um dos hinos da nova geração das bandas brasileiras de metal.
Decifrar o Fragile Equality é uma tarefa prazeroza, porém árdua. Fica aqui a dica :D

Setlist:
01. Birds Of Prey
02. Beyond Tomorrow
03. Magic Flame
04. All I Am
05. You’ll Understand
06. Invisible Cage
07. Fragile Equality
08. Torn
09. Shade Of My Soul
10. Meaningless World


Line-up:
Edu Falaschi - Vocal
Felipe Andreoli - Baixo
Marcelo Barbosa - Guitarra
Paulo Schroeber - Guitarra
Marcelo Moreira - Bateria

Virgin Black - Requiem - Mezzo Forte [2007]

A história do Virgin Black começa em Adelaide, na terra dos cangurus, Austrália. A banda, formada pela excelente guitarrista Samantha Escarbe e o excepcional vocalista e tecladista Rowan London são criadores de um som fúnebre e carregado de emoção mas, ao mesmo tempo, terrívelmente pesado e essa combinação de doom metal e música clássica misturadas a uma sonoridade gótica é a fórmula do Virgin Black.
O primeiro lançamento veio com uma demo em 1995 de sonoridade totalmente doom/death e, logo após a EP ''Trance'' [1998], o debut ''Sombre Romantic'' [1999] já está nas prateleiras. Depois de uma longa turnê, o também fantástico ''Elegant... And Dying'' [2003] foi lançado, com Escarbe também tocando violoncelo. O próximo projeto da banda foi anunciado em 2006, a trilogia Requiem. Os três discos (em ordem de progressão) são ''Requiem - Pianíssimo'' [2009/ainda será lançado provavelmente em 2009], ''Requiem - Mezzo Forte'' [2007] e ''Requiem - Fortíssimo'' [2008], que foram lançados de forma diferente da prevista. O disco que eu trago para vocês é a segunda parte da trilogia, ''Mezzo Forte'', que na minha opinião, é um disco perfeito e o melhor da banda.
Esse disco tem um flerte muito forte com a música clássica que, apesar de se apresentar nos outros discos como um elemento fundamental, aqui é realmente acentuada essa influência. ''Requiem, Kyrie'' possui um instrumental perfeito e uma sonoridade etérea sem se mostrar chata (que é o maior motivo do insucesso de bandas do circuito sinfônico) e coros maravilhosos. Vale destacar também a sempre boa atuação de London no piano e os seus vocais fortes.
Em ''In Death'' a coisa muda de figura, com arranjos mais perversos e uma dose de peso a mais da guitarra de Escarbe, puro doom metal. Clássico, no caso. ''Midnight's Hymn'', assim como ''Requiem, Kyrie'', é uma faixa de música clássica com arranjos variados e a voz de London marcando presença maior. A canção a seguir, ''...and I Am Suffering'' é, sem dúvida, uma das mais criativas do álbum, com a música clássica e o heavy metal em essência no seu ápice. A que eu considero a melhor canção do álbum e é, sem dúvida, um dos hinos da banda.
''Domine'', em minha opinião, é a mais agitada do álbum, com a bateria mais destacada e assustadores riffs (no bom sentido, claro). O final do álbum, com a fantástica "Lacrimosa (I Am Blind With Weeping)" e a quase vinheta ''Rest Eternal'', é apoteótico, simplesmente belo.
Para mim (e espero que para vocês também), esse disco se resume em uma frase: um dos melhores discos que já ouvi e o melhor de 2007.
Um ótimo download!

Post dedicado a mui amiga e nova fã de Virgin Black, Kami.
Porque, entre loucos, bicas e dilaceradores mentais há sempre alguém que nos conforta.

NOTA: Para os fãs de Gamma Ray e Virgin Black, aguardem, que virão posts bem especiais!

Tracklist:
01. Requiem, Kyrie
02. In Death
03. Midnight's Hymn
04. ...and I Am Suffering
05. Domine
06. Lacrimosa (I Am Blind With Weeping)
07. Rest Eternal

Line-up:
Rowan London - Vocal, teclado
Samantha Escarbe - Guitarras, violoncelo
Grayh - Baixo
Luk Faz - Bateria

Download: Virgin Black - Requiem - Mezzo Forte [2007]

By Alvaro Corpse