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Bathory - Requiem [1994]

Depois de ter caminhado pelo Black Metal e de ter lançado álbuns conceituais como "Blood Fire Death", "Hammerheart" e "Twilight Of The Gods", o líder supremo do Bathory e um dos maiores gênios da história do Heavy Metal Thomas "Quorthon" Forsberg resolveu que estava na hora de voltar às suas raízes, mais precisamente à música extrema, que foi o estilo que consagrou o Bathory nos anos 80.
Ele não voltaria ao Black Metal que o consagrou naquela época, porém, chegaria bem perto, com um Thrash Metal retrô, estilo oitentista (que continuaria no disco "Octagon", já postado aqui no blog) e influenciadíssimo pela cena Bay Area, dos Estados Unidos, com seus vocais novamente rasgados e pesados, com riffs ensurdecedores e aquela bateria que mais parece uma pancadaria generalizada.

Os palavrões, as passagens doentias, a morte, Satã e muitos outros assuntos que ele abordava antigamente voltaram em "Requiem", fazendo com que o Bathory praticamente "voltasse do Inferno", depois de ter "amaciado as pontas" nos dois discos anteriores, já citados.

Acho que eu nem preciso dizer que o álbum reconquistou muitos fãs que o Bathory havia perdido, quando Quorthon resolveu mudar a direção de sua música para o Viking Metal, soando bem mais melódico, como uma banda de Power Metal, só que em discos completamente conceituais. Os fãs antigos idolatraram essa volta ao peso, e os fãs mais recentes, que haviam se apaixonado pelos dois últimos discos se acostumaram com o "novo" estilo.

A capa também é uma das características mais notáveis do álbum, pois desde "Blood Fire Death", Quorthon optou por capas mais "leves" ao invés de capas mais violentas, como a desse álbum.

Após o álbum "Octagon", Quorthon abandonaria de vez o Metal extremo, voltando ao Viking Metal e adicionando muitas características do Doom Metal ao seu som. Futuramente, estarei trazendo os outros álbuns mais recentes.

Enfim, acho que eu nem vou chegar aos destaques, só posso dizer, que se você procura um som realmente pesado e violento, com letras doentias e ao mesmo tempo viajantes, ou se você só quer ter o prazer de quebrar a sua casa inteira (risos), baixe agora mesmo este álbum. Pancadaria sonora garantida!

1. Requiem
2. Crosstitution
3. Necroticus
4. War Machine
5. Blood And Soil
6. Pax Vobiscum
7. Suffocate
8. Distinguish To Kill
9. Apocalypse

Quorthon - Vocais, guitarra
Vvornth - Baixo
Kothaar - Bateria

Download (46,1MB ~ 192kbps)

Bruno Gonzalez


Bathory - Octagon [1995]

Como já citei em outros posts, o Bathory é sem dúvidas uma das mais históricas bandas de Heavy Metal da história, passando por muitíssimos estilos diferentes, como o Black Metal, o Viking Metal, o Heavy tradicional, o Thrash oitentista e o Doom, por exemplo. A banda era mantida apenas por Thomas "Quorthon" Forsberg, que, como exímio multi-instrumentista que era, tocava todos os instrumentos da maioria dos discos do Bathory, raramente recebendo ajuda de músicos de estúdio. Por causa disso, não existem registros de apresentações ao vivo e a videografia da banda é pequena, apenas contendo o vídeo-clipe de "One Rode To Asa Bay", do álbum "Hammerheart".

Em "Octagon", Quorthon mergulharia definitivamente de cabeça no Thrash Metal 80's, com fortíssimas influências das bandas da chamada "Bay Area", e trazendo de volta as antigas influências de Black Metal, que podemos notar facilmente por todo o disco, tanto na agressividade do instrumental, quando na agressividade dos vocais de Quorthon, que se afirmava cada vez mais como um dos melhores e mais versáteis vocalistas de Heavy Metal. Todos esses fatores resultariam em uma porradaria completa e incessante, com letras cheias de ódio e revolta, mostrando uma outra face de Quorthon, que já havia sido "o satanista" e "o viking". [risos]

O álbum se tornou uma das maiores referências da carreira do Bathory e foi muitíssimo bem aceito pelos fãs, embora a crítica tenha pêgo pesado com o Bathory, praticamente exigindo a volta do Viking Metal em sem som, o que aconteceria em "Nordland I", alguns anos mais tarde. O álbum também traz a tradicional assinatura de "Kothaar" e "Vvornth", dois pseudônimos de Quorthon que são creditados como baixista e baterista, respectivamente.

Os destaques desta grande pérola do Thrash Metal ficam com "Immaculate Pinetreeroad #930", que abre o álbum à mil, "Psychopath" e "Sociopath", com suas letras doentias, "Born To Die", colocando muito ódio no disco, as poderosas "33 Something", "Century" e "Judgement Of Posterity", além do ótimo cover de "Deuce" do Kiss, que ficou totalmente crua e deu um toque de diversão ao disco, depois de tanto "massacre sonoro". [risos]

Enfim, um grande disco de uma das mais tradicionais bandas do meio do Heavy Metal. Recomendadíssimo o download, com garantia de vício, se você é fã de música extrema.

1. Immaculate Pinetreeroad #930
2. Born To Die
3. Psychopath
4. Sociopath
5. Grey
6. Century
7. 33 Something
8. War Supply
9. Schizianity
10. Judgement Of Posterity
11. Deuce (Kiss Cover)

Quorthon - Vocais, guitarra
Kothaar - Baixo
Vvornth - Bateria

Download (54,7MB ~ 192kbps)

Bruno Gonzalez

Bathory - Hammerheart [1990]

Se tem uma banda que fez MUITA história no mundo do Heavy Metal, essa banda sem dúvidas é o Bathory. Liderada pelo gênio Thomas "Quorthon" Forsberg, que era o único integrante, a banda nasceu na Suécia, no início dos anos 80 e junto com bandas como Venom e Hellhammer, é considerada uma das bandas pioneiras do Black Metal, sendo também considerada uma das pioneiras do Viking Metal, vertente que é bem retratada neste álbum que lhes trago. Assim como o anterior, "Blood Fire Death", "Hammerheart" também é um disco de transição, muito mais evoluído musicalmente que os antigos, porém, apenas com uma "ponta" Black Metal na sonoridade, já que as letras mudaram-se do Satanismo, para os temas Vikings, do qual Quorthon era um grande admirador. Nota-se facilmente a diferença do som de "Hammerheart" para seus antecessores. Enquanto os primeiros discos eram puramente Black Metal, com instrumental pesado, rápido, vocal rasgado e praticamente ensurdecedor, de "Hammerheart" para frente, as músicas seriam mais melódicas, com vocais mais limpos, alguns instrumentos exóticos e letras poéticas, com muita influência de Richard Wagner (músico e poeta, dentre outras coisas, que viveu no Século XVII).
"Hammerheart" é recheado, além das temáticas vikings, de sons ambientes, como sons do mar e cachorros latindo, por exemplo, além de ter vários elementos da música clássica.
Uma curiosidade sobre o álbum, é o clipe da música "One Rode To Asa Bay", que ganhou um vídeo-clipe, sendo um dos únicos registros do Bathory em vídeo, já que como todos sabem, o Bathory era apenas uma banda de estúdio, já que Quorthon tocava todos os instrumentos, sob os pseudônimos de "Vvornth" (bateria) e "Kothaar" (baixo). O vídeo-clipe pode ser assistido clicando AQUI.
Enfim, não vou destacar nenhuma música, pois elas parecem se conectar entre sí, fazendo uma única história, que com certeza vai te fazer viajar muito, por lugares onde você nunca imaginou estar. E com certeza, recomendo que ouça este disco BEM alto, e de preferência, de olhos fechados!
Grande clássico e obra-prima do Heavy Metal, que merece toda a atenção possível.

Tracklist:

1. Shores In Flames
2. Valhalla
3. Baptised In Fire And Ice
4. Father To Son
5. Song To Hall Up High
6. Home Of Once Brave
7. One Rode To Asa Bay
8. Outro

Download (50,3MB ~ 128kbps)

Bruno Gonzalez

R.I.P. Thomas Forsberg. (*1966 - † 2004)

Bathory - Bathory [1984]

Lançado pela Black Mark em 1984, o disco de estréia do Bathory consiste em uma viagem sem volta às profundezas do inferno sonoro - no bom sentido, claro. A "banda do eu-sozinho", formada pelo enigmático multi-instrumentista Quorthon, sempre deu o que falar entre a nação metaleira devido às inúmeras incógnitas a respeito dos seus supostos "outros integrantes", contudo, em "Bathory" houve mesmo a participação de outros músicos cujos nomes você pode conferir mais abaixo. O mistério sempre fez parte da atmosfera do grupo, tal como sua decantada imagem satânica, em "Bathory" a brutalidade sobe a um patamar sem igual, músicas intensivamente tenebrosas e intrigantemente viciantes compõe essa obra-prima do metal. Discão com a assinatura do caótico e imprevisível Quorthon - e que Deus (ou o Diabo) o tenha!

Faixas:
1. Storm of Damnation (Intro)
2. Hades
3. Reaper
4. Necromansy
5. Sacrifice
6. In Conspiracy With Satan
7. Armageddon
8. Raise the Dead
9. War
10. Outro

Integrantes:
Quorthon - Vocais / Guitarra
Rickard Bergman - Baixo
Stefan Larsson - Bateria

DOWNLOAD

[мєαиѕтяєєт]
(doidão do black metal)