V.A. - Deadly Sting: A Tribute to Scorpions [2000]


Homenagear uma das bandas mais influentes da história do Hard/Heavy, por si só, já seria uma grande sacada. Mas esse tributo vai além de uma mera lembrança, trazendo bandas de estilos variados homenageando um dos gigantes da história, o poderoso Scorpions. Ao escutarmos diferentes grupos fazendo os covers, cada um à sua maneira, temos uma dimensão mais exata da importância de Rudolph Schenker e companhia para o Rock em suas mais variadas vertentes. E apesar da revolta de alguns troos contra o fato de eles terem feito muito sucesso a partir de certa fase com as baladas, é lógico que isso é algo a se exaltar. Afinal de contas, o que chama fãs é justamente a capacidade de fazer sons mais acessíveis sem perder a qualidade.

Mesmo assim, se você for um daqueles que só gosta de bandas em suas primeiras demos, quando ainda são puros e “não se venderam ao sistema”, baixe esse play da mesma forma e ouça-o escondido para que ninguém desconfie. Afinal de contas, o que temos aqui é a prova definitiva que uma música com bela melodia se sobressai e adapta-se às mais variadas abordagens com o mesmo resultado – ou quase, mas aí vai da opinião de cada um que escutar. E nesse quesito, independente do momento da carreira, os alemães sempre foram mestres com louvor.

Não tem como não destacar a versão do Paradox para “Dynamite”. A música, que já era uma das mais pesadas dos homenageados, ficou ainda mais porrada, um convite para bater cabeça. A versão do Sonata Arctica para “Still Loving You” é, talvez, a mais controversa da história recente. Alguns adoram, outros simplesmente detestam a nova cara que os finlandeses deram a esse clássico, mudando muito de sua concepção. Outros que deram seu toque às canções e merecem lembrança foram o Prolopower e sua versão germânica para “Steam Rock Fever” e o Therion com “Polar Nights”. Aliás, a fase Uli Jon Roth, com certeza, teve grande efeito sobre grupos que fazem um som mais trabalhado atualmente. Procurem algo dessa época e comprovem.

Dos que evitaram correr riscos e mantiveram os arranjos o mais fiéis possível, menção honrosa para o Stratovarius, que manda ver com “Blackout” e o Metalium, que trata com respeito “Another Peace of Meat”, além do Breaker com “Pictured Life”, uma de minhas preferidas do Scorpions, diga-se de passagem. Mas nada, repito, nada supera o S.O.D. e sua versão de 19 segundos para “Rock You Like a Hurricane”. Uma verdadeira aula de como interpretar um som imortal em tão pouco tempo – estou sendo irônico, só pra avisar. Uma singela, porém bela prova de respeito por quem muito fez pela cena do Rock pesado. A presença de bandas de gêneros tão variados nesse tributo é uma prova incontestável.

01. He’s a Woman, She’s a Man (Helloween)
02. Rock You Like a Hurricane (Sinergy)
03. Dynamite (Paradox)
04. Still Loving You (Sonata Arctica)
05. Blackout (Stratovarius)
06. Don’t Stop at the Top (Children of Bodom)
07. Dark Lady (Agent Steel)
08. Top of the Bill (Steel Prophet)
09. Dampflockführer (Prolopower)
10. Coming Home (Tankard)
11. Coast to Coast (Disbelief)
12. Passion Rules the Game (To/Die/For)
13. Pictured Life (Breaker)
14. Polar Nights (Therion)
15. Is There Anybody There? (Rough Silk)
16. Another Peace of Meat (Metalium)
17. Alien Nation (Seven Witches)
18. Send Me an Angel (Custard)
19. Rock You Like a Hurricane (S.O.D.)

101 MB
192 kbps

Download

Blue Cheer - Outsideinside [1968]

Para você que encheu a fuça ontem, e hoje está numa puta de uma ressaca, após as festas de final de ano, nada melhor que uma psicodelia intensa para torná-la mais agradável, e aproveitar todos os sintomas para viajar que nem um doido. (risos)

E, nada melhor para isso, que um dos pais do Heavy Metal e do Stoner Rock, o lendário Blue Cheer, que no final dos anos 60, já colocava várias características do Heavy em seu som, como as guitarras distorcidas, o baixo também e a bateria rápida, tudo isso com influência de Blues e uma psicodelia incrível, típica das bandas do final dos anos 60.

"Outsideinside" é o segundo disco dos caras, e bem mais leve que o primeiro "Vincebus Eruptum" (já postado aqui na Combe), com uma pegada mais progressiva e psicodélica, fazendo menos barulho e com muito mais direção que anteriormente, mas, sempre sem perder as características citadas anteriormente: Aqui temos um bom Rock 'N' Roll com peso e pegada, que te deixará louco.

O disco também é o último a ser gravado pela formação original do Blue Cheer, pois logo após, o guitarrista Leigh Stephens deixaria a banda para integrar o Silver Metre, sem muito sucesso.

Vale lembrar, ainda, que o álbum foi produzido pelo lendário Eddie Kramer, que viria a fazer sucesso depois trabalhando com bandas como Rolling Stones, Led Zeppelin, Kiss e Jimi Hendrix Experience.

"Just A Little Bit", "Sun Cycle", "The Hunter", "Gypsy Ball" e o cover "Satisfaction", dos Rolling Stones, são os grandes destaques do álbum, mas é lógico, que, obrigatoriamente, o ouvinte deve desfrutar do álbum inteiro!

1. Feathers From Your Tree
2. Sun Cycle
3. Just A Little Bit
4. Gypsy Ball
5. Come And Get It
6. Satisfaction
7. The Hunter
8. Magnolia Caboose Babyfinger
9. Babylon

Dickie Peterson - Vocais, baixo
Leigh Stephens - Guitarra
Paul Whaley - Bateria

Download (75MB ~ 320kbps)
Senha: http://combedoiommi.blogspot.com

Bruno Gonzalez


Crimson Glory – Transcendence [1988]

Para começar 2010 com o pé direito, aqui está o segundo álbum do Crimson Glory, lançado no mesmo ano em que seus conterrâneos (e em alguns aspectos, rivais) do Savatage colhiam os frutos do clássico “Hall of the Mountain King” (1987) e preparavam material inédito para o majestoso “Gutter Ballet” (1989).

Considerado por muitos como o melhor trabalho dos Fantasmas da Ópera do Heavy Metal, “Transcendence” (1988) foi um marco do gênero nos anos 80 que felizmente obteve a atenção merecida dentro e fora dos Estados Unidos. Assim como no debut, o som do quinteto continuou a ser delineado pelas guitarras gêmeas em harmonia e pelos vocais agudos do saudoso Midnight, com a diferença de que o som desenvolvido neste aqui é muito mais consistente; bem como as letras, que neste aqui são muito mais bem escritas. Bons exemplos dessa "evolução" são os singles “Lady of Winter” e “Lonely”, coincidentemente, duas das minhas prediletas.

Não se sabe ao certo quantas cópias de “Transcendence” foram vendidas na época, entretanto a turnê para promover o álbum incluiu uma apresentação marcante no Tampa Bay Music Awards de 1989 onde a banda faturou três prêmios: Melhor Vocalista, Melhor Lançamento Local e Melhor Banda de Metal, esse último, vencendo Jon Oliva e companhia na preferência dos jurados.

Mas o clima de festa teve um fim inesperado com as saídas do guitarrista Ben Jackson e do baterista Dana Burnell. O resultado disso tudo pode ser ouvido no lançamento seguinte, onde o Metal com nuances progressivas deu lugar a um Hard Rock acanelado e pouco inspirado; e as máscaras prateadas, que eram o principal diferencial da banda, foram definitivamente aposentadas. Portanto, se você me perguntar qual disco do Crimson Glory é o mais adequado para novos ouvintes, eu diria que é este aqui sem gaguejar.

01. Lady of Winter
02. Red Sharks
03. Painted Skies
04. Masque of the Red Death
05. In Dark Places
06. Where Dragons Rule
07. Lonely
08. Burning Bridges
09. Eternal World
10. Transcendence

Midnight – Vocais
Jon Drenning – Guitarra líder
Ben Jackson – Guitarra rítmica
Jeff Lords – Baixo
Dana Burnell – Bateria

DOWNLOAD
84,69 MB ~ VBR

мєαиѕтяєєт